PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Mulher, 67 anos, no quarto mês de pós-operatório de cirurgia cardíaca para troca de valva mitral biológica, evolui com fibrilação atrial estável. De acordo com a estratificação do risco cardioembólico:
FA + prótese valvar biológica + CHA2DS2-VASc ≥2 (mulher) → anticoagulação oral (VKA ou DOAC).
Pacientes com fibrilação atrial e prótese valvar biológica, mesmo após o período inicial de anticoagulação pós-operatória, necessitam de estratificação de risco para tromboembolismo. Com um CHA2DS2-VASc de 2 (idade 67, sexo feminino), a anticoagulação oral é indicada para prevenir eventos cardioembólicos.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, associada a um risco aumentado de eventos tromboembólicos, principalmente acidente vascular cerebral (AVC). Em pacientes submetidos a cirurgia cardíaca para troca valvar, a ocorrência de FA é frequente e exige atenção especial devido à combinação de fatores de risco. A presença de uma prótese valvar, mesmo que biológica, adiciona uma camada de complexidade à estratificação de risco. A fisiopatologia da FA envolve a ativação elétrica caótica dos átrios, levando à estase sanguínea e à formação de trombos, que podem embolizar. Em pacientes com prótese valvar biológica, o risco é influenciado tanto pela arritmia quanto pela presença do material protético, que pode ser trombogênico. A estratificação do risco cardioembólico é realizada principalmente pelo escore CHA2DS2-VASc. O tratamento da FA com prótese valvar biológica foca na prevenção de eventos tromboembólicos através da anticoagulação oral. Antagonistas da vitamina K (como a warfarina) são tradicionalmente usados, mas os anticoagulantes orais diretos (DOACs) podem ser considerados em casos selecionados, dependendo das diretrizes e características do paciente. A decisão deve ser individualizada, considerando o balanço entre risco isquêmico e hemorrágico.
Os principais fatores de risco são avaliados pelo escore CHA2DS2-VASc, incluindo insuficiência cardíaca, hipertensão, idade ≥75 anos (2 pontos), diabetes, AVC/AIT/tromboembolismo prévio (2 pontos), doença vascular, idade 65-74 anos e sexo feminino.
Em pacientes com prótese valvar biológica e fibrilação atrial, a anticoagulação oral é geralmente indicada, especialmente se o escore CHA2DS2-VASc for ≥2 em homens ou ≥3 em mulheres, utilizando antagonistas da vitamina K (warfarina) ou anticoagulantes orais diretos (DOACs).
Embora menos trombogênicas que as próteses mecânicas, as próteses valvares biológicas ainda podem alterar o fluxo sanguíneo e a superfície endotelial, contribuindo para a formação de trombos, especialmente na presença de fibrilação atrial, que por si só já é um fator de risco importante.
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