Fibrilação Atrial: Manejo em Miocardiopatia Dilatada

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2015

Enunciado

Um paciente de 45 anos, portador de miocardiopatia dilatada, medicado com enalapril: 20 mg/dia, carvedilol: 25 mg/dia, furosemida: 40 mg/dia e espironolactona: 25 mg/dia, apresenta piora da classe funcional da NYHA (II para III) e é admitido em prontosocorro. Ao exame, encontra-se discretamente dispneico e observa-se pulso arrítmico, com frequência cardíaca em torno de 105 bpm. Há discretos estertores pulmonares nas bases, sem edema periférico. Sua pressão arterial é de 105 x 70 mmHg. O eletrocardiograma revela fibrilação atrial, que não estava presente na consulta anterior, há 3 meses atrás. O RX de tórax demonstra discreta estase hilar bilateral; os exames laboratoriais mostram: Hb: 12 g/dl; leucócitos: 7.500 mm/ml; creatinina: 1, 2 mg/dl, dímero: 350 ng/ml (normal: até 500 ng/ml). Qual a melhor conduta a ser adotada neste caso:

Alternativas

  1. A) Cardioversão elétrica após realização de ecocardiograma transesofágico documentando ausência de trombos cavitários, e heparinização em níveis terapêuticos. 
  2. B) Ecocardiograma transtorácico precedendo cardioversão química com amiodarona endovenosa, evitando-se cardioversão elétrica pelo risco de desenvolver fibrilação ventricular.
  3. C) Anticoagulação oral com dabigatrana ou rivaroxabana.
  4. D) Anticoagulação oral com varfarina.

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