UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Paciente de 76 anos, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus, descobre recentemente ser portador de fibrilação atrial. Sobre a profilaxia de acidente vascular cerebral nesses pacientes:
Fibrilação Atrial + alto risco de AVC → Anticoagulação oral é padrão; antiagregantes NÃO são eficazes.
Em pacientes com fibrilação atrial e alto risco de AVC (como indicado pelo escore CHA2DS2-VASc), a anticoagulação oral é a terapia de escolha. Antiagregantes plaquetários, como a aspirina, não são eficazes na prevenção de AVC cardioembólico e não devem ser usados como monoterapia para essa finalidade.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum e um fator de risco independente e significativo para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que é frequentemente mais grave e incapacitante. A prevenção de AVC é o pilar do manejo da FA, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades como hipertensão e diabetes, que elevam ainda mais o risco tromboembólico. A estratificação de risco para AVC em pacientes com FA é realizada principalmente pelo escore CHA2DS2-VASc, que considera fatores como insuficiência cardíaca, hipertensão, idade (≥ 75 anos), diabetes mellitus, AVC/AIT/tromboembolismo prévio, doença vascular, idade (65-74 anos) e sexo feminino. Pacientes com escores elevados têm indicação clara de anticoagulação oral. É crucial que residentes e estudantes compreendam que, para a profilaxia de AVC na FA, os antiagregantes plaquetários não são eficazes e não devem ser utilizados como monoterapia. A anticoagulação oral, seja com varfarina ou com os anticoagulantes orais diretos (DOACs), é a abordagem padrão-ouro, com os DOACs geralmente oferecendo um perfil de segurança e eficácia superior em muitos cenários clínicos.
A profilaxia de AVC com anticoagulantes orais é indicada em pacientes com fibrilação atrial que apresentam fatores de risco para tromboembolismo, avaliados principalmente pelo escore CHA2DS2-VASc, com pontuação ≥ 2 para homens e ≥ 3 para mulheres.
Antiagregantes plaquetários, como a aspirina, não são eficazes na prevenção de eventos tromboembólicos de origem cardíaca, como os causados pela fibrilação atrial, e não oferecem benefício superior ao risco de sangramento quando comparados aos anticoagulantes orais.
As opções incluem antagonistas da vitamina K (como a varfarina) e os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana, sendo os DOACs geralmente preferidos pela maior segurança e facilidade de uso.
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