PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Aloísio, 72 anos, portador de Hipertensão Arterial, diabetes, gota e doença renal crônica (Clearence de Creatinina de 25ml/min) em uso de Enalapril 10mg a cada 12 horas, procura consulta médica, pois nos últimos meses vem apresentando palpitações. Ao exame físico, apresenta-se com PA 160x70mmHg, FC: 64bpm, FR: 18 rpm, com bulhas cardíacas arrítmicas na ausculta e com pulso irregular, sem outras alterações no exame. Você realizou um eletrocardiograma que revelou o diagnóstico de Fibrilação Atrial. Das escolhas a seguir sobre a estratégia para prevenção de fenômenos embólicos, a mais adequada é
FA + DRC (CrCl 25ml/min) com alto CHA2DS2-VASc → Varfarina com RNI 2-3 para prevenção de AVC.
Pacientes com fibrilação atrial e doença renal crônica avançada (CrCl < 30 mL/min) ainda se beneficiam da anticoagulação oral se o risco de AVC for alto (CHA2DS2-VASc elevado). A varfarina é uma opção, com monitoramento rigoroso do RNI para manter o alvo terapêutico entre 2 e 3, ajustando a dose conforme a função renal e o risco de sangramento.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, associada a um risco significativamente elevado de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico. A presença de comorbidades como hipertensão arterial, diabetes e, especialmente, doença renal crônica (DRC), aumenta ainda mais esse risco. A avaliação do risco tromboembólico é feita pelo escore CHA2DS2-VASc, que guia a decisão de iniciar a anticoagulação oral. Em pacientes com DRC, a escolha e o manejo do anticoagulante são complexos devido ao aumento do risco de sangramento e à alteração da farmacocinética das drogas. Para pacientes com DRC grave (clearance de creatinina < 30 mL/min), a varfarina é frequentemente a opção preferencial, pois os anticoagulantes orais diretos (DOACs) têm restrições ou são contraindicados nessa faixa. O ajuste da dose da varfarina é crucial para manter o RNI (Razão Normalizada Internacional) no alvo terapêutico de 2 a 3, minimizando tanto o risco de AVC quanto o de sangramento. O manejo da anticoagulação em pacientes com FA e DRC exige monitoramento rigoroso e individualização da terapia. A idade avançada e a disfunção renal não são contraindicações absolutas à anticoagulação, mas sim fatores que exigem maior cautela e acompanhamento. A decisão deve sempre ponderar o risco-benefício, visando a prevenção de eventos tromboembólicos sem aumentar excessivamente o risco de hemorragias.
O risco de AVC é avaliado pelo escore CHA2DS2-VASc. Pacientes com DRC avançada (CrCl < 30 mL/min) têm risco aumentado de sangramento, mas o benefício da anticoagulação para prevenção de AVC geralmente supera esse risco se o CHA2DS2-VASc for alto.
Em pacientes com DRC grave (CrCl < 30 mL/min), a varfarina é geralmente o anticoagulante de escolha, com ajuste de dose para manter o RNI entre 2 e 3. Os DOACs (anticoagulantes orais diretos) têm limitações ou são contraindicados nessa faixa de função renal.
Os desafios incluem o aumento do risco de sangramento e de eventos tromboembólicos, a necessidade de monitoramento frequente do RNI com varfarina e a escolha do anticoagulante adequado, considerando a função renal e as comorbidades.
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