IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Observando a figura abaixo, a alternativa que descreve o principal achado no ECG mostrado é
Fibrilação Atrial (FA) no ECG = Ausência de ondas P + Ritmo ventricular irregularmente irregular.
A Fibrilação Atrial (FA) é uma arritmia supraventricular caracterizada pela atividade elétrica atrial caótica e desorganizada. No eletrocardiograma (ECG), seus achados clássicos são a ausência de ondas P definidas, substituídas por ondas f (fibrilatórias) de baixa amplitude e morfologia variável, e um ritmo ventricular irregularmente irregular, devido à condução atrioventricular variável.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Caracteriza-se por uma atividade elétrica atrial desorganizada e caótica, resultando na perda da contração atrial efetiva. Sua prevalência aumenta com a idade e está associada a diversas condições como hipertensão arterial, doença cardíaca isquêmica, valvopatias, insuficiência cardíaca e diabetes mellitus. No eletrocardiograma (ECG), o diagnóstico da Fibrilação Atrial é feito pela observação de achados característicos. O mais proeminente é a ausência de ondas P discerníveis, que são substituídas por ondas fibrilatórias (ondas f) de baixa amplitude e morfologia variável, que refletem a atividade elétrica atrial desorganizada. Essas ondas f são melhor visualizadas nas derivações V1 e nas derivações inferiores (DII, DIII, aVF). Outro achado crucial é o ritmo ventricular irregularmente irregular. Como os impulsos atriais chegam ao nó atrioventricular de forma caótica e em alta frequência, a condução para os ventrículos ocorre de maneira imprevisível, resultando em intervalos R-R variáveis. A identificação precoce da FA é fundamental para iniciar o manejo adequado, que inclui o controle da frequência cardíaca, a restauração e manutenção do ritmo sinusal (em casos selecionados) e, mais importante, a anticoagulação para prevenir eventos tromboembólicos, como o acidente vascular cerebral.
Os critérios diagnósticos de Fibrilação Atrial no ECG incluem a ausência de ondas P discerníveis, a presença de ondas fibrilatórias (ondas f) de morfologia e amplitude variáveis, e um ritmo ventricular irregularmente irregular, com intervalos R-R variáveis.
No Flutter Atrial, observam-se ondas F (de flutter) com morfologia em "dente de serra", especialmente em DII, DIII e aVF, com uma frequência atrial regular e alta (250-350 bpm), geralmente com condução AV fixa (ex: 2:1, 3:1). Na Fibrilação Atrial, as ondas P estão ausentes e o ritmo ventricular é irregularmente irregular.
A identificação da Fibrilação Atrial é crucial devido ao seu risco aumentado de eventos tromboembólicos, principalmente acidente vascular cerebral (AVC), e de insuficiência cardíaca. O manejo visa o controle da frequência cardíaca, do ritmo e, fundamentalmente, a anticoagulação para prevenção de AVC.
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