Fibrilação Atrial: Achados Chave no Eletrocardiograma

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Observando a figura abaixo, a alternativa que descreve o principal achado no ECG mostrado é

Alternativas

  1. A) Hipertrofia ventricular esquerda.
  2. B) Fibrilação Atrial.
  3. C) Bloqueio Atrioventricular de segundo grau.
  4. D) Taquicardia ventricular.
  5. E) Isquemia miocárdica severa.

Pérola Clínica

Fibrilação Atrial (FA) no ECG = Ausência de ondas P + Ritmo ventricular irregularmente irregular.

Resumo-Chave

A Fibrilação Atrial (FA) é uma arritmia supraventricular caracterizada pela atividade elétrica atrial caótica e desorganizada. No eletrocardiograma (ECG), seus achados clássicos são a ausência de ondas P definidas, substituídas por ondas f (fibrilatórias) de baixa amplitude e morfologia variável, e um ritmo ventricular irregularmente irregular, devido à condução atrioventricular variável.

Contexto Educacional

A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Caracteriza-se por uma atividade elétrica atrial desorganizada e caótica, resultando na perda da contração atrial efetiva. Sua prevalência aumenta com a idade e está associada a diversas condições como hipertensão arterial, doença cardíaca isquêmica, valvopatias, insuficiência cardíaca e diabetes mellitus. No eletrocardiograma (ECG), o diagnóstico da Fibrilação Atrial é feito pela observação de achados característicos. O mais proeminente é a ausência de ondas P discerníveis, que são substituídas por ondas fibrilatórias (ondas f) de baixa amplitude e morfologia variável, que refletem a atividade elétrica atrial desorganizada. Essas ondas f são melhor visualizadas nas derivações V1 e nas derivações inferiores (DII, DIII, aVF). Outro achado crucial é o ritmo ventricular irregularmente irregular. Como os impulsos atriais chegam ao nó atrioventricular de forma caótica e em alta frequência, a condução para os ventrículos ocorre de maneira imprevisível, resultando em intervalos R-R variáveis. A identificação precoce da FA é fundamental para iniciar o manejo adequado, que inclui o controle da frequência cardíaca, a restauração e manutenção do ritmo sinusal (em casos selecionados) e, mais importante, a anticoagulação para prevenir eventos tromboembólicos, como o acidente vascular cerebral.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos de Fibrilação Atrial no ECG?

Os critérios diagnósticos de Fibrilação Atrial no ECG incluem a ausência de ondas P discerníveis, a presença de ondas fibrilatórias (ondas f) de morfologia e amplitude variáveis, e um ritmo ventricular irregularmente irregular, com intervalos R-R variáveis.

Como a Fibrilação Atrial se diferencia do Flutter Atrial no ECG?

No Flutter Atrial, observam-se ondas F (de flutter) com morfologia em "dente de serra", especialmente em DII, DIII e aVF, com uma frequência atrial regular e alta (250-350 bpm), geralmente com condução AV fixa (ex: 2:1, 3:1). Na Fibrilação Atrial, as ondas P estão ausentes e o ritmo ventricular é irregularmente irregular.

Qual a importância clínica de identificar a Fibrilação Atrial?

A identificação da Fibrilação Atrial é crucial devido ao seu risco aumentado de eventos tromboembólicos, principalmente acidente vascular cerebral (AVC), e de insuficiência cardíaca. O manejo visa o controle da frequência cardíaca, do ritmo e, fundamentalmente, a anticoagulação para prevenção de AVC.

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