HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Homem de 32 anos refere episódios de palpitação associados a dispneia há 1 semana. Relata que estes episódios iniciaram após período de libação alcoólica. No momento, encontra-se assintomático. Exame físico dentro da normalidade. Eletrocardiograma mostra presença de fibrilação atrial. Realiza ecocardiograma transtorácico sem alterações. Refere ausência de comorbidades ou uso de medicamentos. Diante dos achados, optou pela estratégia de controle de ritmo. A conduta mais adequada, no momento, é
FA paroxística em jovem sem comorbidades, mesmo assintomático → avaliar risco tromboembólico e anticoagular se indicado.
Embora o paciente seja jovem e sem comorbidades aparentes, a fibrilação atrial, mesmo que paroxística e induzida por álcool, confere risco tromboembólico. A ausência de alterações ecocardiográficas e a opção por controle de ritmo não excluem a necessidade de anticoagulação, que deve ser iniciada para prevenir AVC, conforme escores de risco.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular, levando a uma resposta ventricular rápida e irregular. Embora mais prevalente em idosos e pacientes com comorbidades cardíacas, pode ocorrer em jovens, por vezes precipitada por fatores como o consumo excessivo de álcool, conhecido como "holiday heart syndrome". A principal preocupação na FA é o risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico. O diagnóstico é feito pelo eletrocardiograma, que mostra ausência de ondas P organizadas e intervalos RR irregulares. A avaliação inclui ecocardiograma para descartar doença cardíaca estrutural e exames laboratoriais. A decisão terapêutica envolve o controle de ritmo (restaurar e manter o ritmo sinusal) ou o controle de frequência (manter a frequência ventricular dentro de limites aceitáveis), além da anticoagulação para prevenção de AVC. A anticoagulação é a pedra angular na prevenção de AVC em pacientes com FA, e sua indicação é baseada no escore CHA2DS2-VASc. Mesmo em pacientes jovens e assintomáticos, a presença de FA confere risco tromboembólico, e a decisão de anticoagular deve ser feita com base no escore. Neste caso, a idade de 32 anos sem comorbidades pode levar a um escore baixo, mas a presença de FA já é um fator de risco. A rivaroxabana é um anticoagulante oral direto (DOAC) eficaz e seguro para essa finalidade.
A fibrilação atrial aumenta significativamente o risco de acidente vascular cerebral isquêmico devido à formação de trombos no átrio esquerdo, que podem embolizar para a circulação sistêmica.
A necessidade de anticoagulação é avaliada pelo escore CHA2DS2-VASc, que considera fatores como insuficiência cardíaca, hipertensão, idade, diabetes, AVC/AVE prévio, doença vascular e sexo feminino.
É um tipo de arritmia cardíaca, geralmente fibrilação atrial, que ocorre em indivíduos sem doença cardíaca estrutural aparente, precipitada por consumo excessivo de álcool, estresse ou privação de sono.
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