Fibrilação Atrial: Diagnóstico no Pós-Operatório Cardíaco

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020

Enunciado

Paciente em pós-operatório de valvuloplastia mitral, evolui com taquicardia supraventricular com ECG mostrando intervalos R-R irregulares e sem onda p. Diagnóstico provável:

Alternativas

  1. A) Fibrilação ventricular
  2. B) Fibrilação atrial
  3. C) Torsaides des pointes
  4. D) Flutter atrial

Pérola Clínica

R-R irregular + ausência de onda P no ECG = Fibrilação Atrial.

Resumo-Chave

A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia supraventricular mais comum, especialmente em pós-operatório cardíaco. Sua característica eletrocardiográfica clássica é a ausência de ondas P organizadas e a irregularidade dos intervalos R-R, devido à atividade atrial caótica.

Contexto Educacional

A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum e sua incidência aumenta significativamente no pós-operatório de cirurgias cardíacas, como a valvuloplastia mitral. Compreender suas manifestações eletrocardiográficas é fundamental para o residente, pois o diagnóstico precoce e o manejo adequado impactam diretamente o prognóstico do paciente, prevenindo complicações como o acidente vascular cerebral tromboembólico. O diagnóstico da FA é feito pelo eletrocardiograma (ECG), que revela a ausência de ondas P organizadas e a presença de intervalos R-R irregularmente irregulares. Essa irregularidade se deve à condução atrioventricular variável de impulsos caóticos gerados no átrio. É crucial diferenciar a FA de outras taquiarritmias supraventriculares, como o Flutter Atrial (que apresenta ondas F em 'dente de serra') e taquicardias atriais multifocais. O manejo da FA no pós-operatório envolve o controle da frequência cardíaca, o controle do ritmo (se indicado) e a anticoagulação para prevenir eventos tromboembólicos. A decisão terapêutica deve considerar a estabilidade hemodinâmica do paciente, a presença de comorbidades e o risco de sangramento. Para provas de residência, a identificação das características no ECG é um ponto-chave, assim como o conhecimento das indicações de cardioversão e das opções farmacológicas.

Perguntas Frequentes

Quais são as características eletrocardiográficas da Fibrilação Atrial?

A Fibrilação Atrial é caracterizada no ECG pela ausência de ondas P discerníveis, substituídas por ondas f (fibrilatórias) de baixa amplitude e frequência variável, e por um ritmo ventricular irregularmente irregular, com intervalos R-R variáveis.

Por que a Fibrilação Atrial é comum no pós-operatório de cirurgias cardíacas?

A Fibrilação Atrial é frequente no pós-operatório de cirurgias cardíacas devido a fatores como inflamação pós-cirúrgica, estresse hemodinâmico, alterações eletrolíticas, isquemia miocárdica e distensão atrial, que criam um substrato arritmogênico.

Qual a conduta inicial para Fibrilação Atrial de início recente em pós-operatório?

A conduta inicial para Fibrilação Atrial de início recente em pós-operatório depende da estabilidade hemodinâmica. Em pacientes instáveis, a cardioversão elétrica é indicada. Em pacientes estáveis, o controle da frequência cardíaca com betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio e a avaliação para anticoagulação são as prioridades.

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