HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 70 anos de idade, comparece ao ambulatório para seguimento de doença renal crônica (CICr 40mL/min/1.73m² e microalbuminuria < 30mg/g), diabetes tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, sobrepeso e tabagismo. Adere bem a prescrição de atenolol 25mg duas vezes ao dia e metformina 850mg duas vezes ao dia. Ao exame, apresenta frequência cardíaca de 92bpm, pressão arterial de 130x80mmHg e saturação de oxigênio de 97% em ar ambiente. Sem alterações significativas no exame segmentar. O resultado do eletrocardiograma solicitado previamente pode ser visto na imagem a seguir: Qual é o ajuste que deve ser realizado na prescrição do paciente neste momento?
FA + CHA2DS2-VASc ≥2 (homem) ou ≥3 (mulher) → anticoagulação oral. Ajustar DOAC na DRC.
O paciente apresenta múltiplos fatores de risco para AVC (idade >65, HAS, DM, DRC) que, na presença de fibrilação atrial (implícita pela necessidade de anticoagulação), indicam alto risco e necessidade de anticoagulação oral. A rivaroxabana é um DOAC que requer ajuste de dose em pacientes com doença renal crônica.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, associada a um risco significativamente aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico. O manejo da FA inclui controle de ritmo ou frequência e, crucialmente, a prevenção de AVC através da anticoagulação. A decisão de anticoagular é baseada no escore CHA2DS2-VASc, que estratifica o risco de AVC. Pacientes com escore ≥2 (homens) ou ≥3 (mulheres) geralmente necessitam de anticoagulação oral. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a rivaroxabana, são preferidos em relação à varfarina para a maioria dos pacientes devido à sua segurança e eficácia. Em pacientes com doença renal crônica (DRC), a escolha e a dose do DOAC devem ser cuidadosamente avaliadas, pois a maioria é excretada renalmente. A rivaroxabana, por exemplo, tem sua dose ajustada (geralmente para 15mg uma vez ao dia) em pacientes com ClCr entre 15-49 mL/min, visando manter a eficácia e minimizar o risco de sangramento.
O escore CHA2DS2-VASc considera insuficiência cardíaca, hipertensão, idade ≥75 (2 pontos), diabetes, AVC/AIT/tromboembolismo prévio (2 pontos), doença vascular, idade 65-74 e sexo feminino.
A rivaroxabana é excretada parcialmente pelos rins, e em pacientes com DRC, a depuração do fármaco pode estar reduzida, aumentando o risco de sangramento se a dose não for ajustada.
A principal indicação é a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico em pacientes com fibrilação atrial e escore CHA2DS2-VASc indicativo de risco moderado a alto.
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