Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Caso a FA tenha duração menor de 48 horas, e o paciente não seja de alto risco para o tromboembolismo com doença valvar, disfunção ventricular, próteses ou história prévia de tromboembolismo, apresenta um risco de tromboembolismo é muito baixo e pode-se realizar a cardioversão em anticoagulação plena prévia, NÃO podemos assim aceitar que:
FA com instabilidade hemodinâmica → cardioversão elétrica IMEDIATA, sem atraso para anticoagulação ou cardioversão química.
Em pacientes com fibrilação atrial e instabilidade hemodinâmica (ex: choque, hipotensão, isquemia miocárdica aguda, edema pulmonar agudo), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente, sem atrasar para a administração de anticoagulantes ou tentativa de cardioversão química.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, e seu manejo depende crucialmente da estabilidade hemodinâmica do paciente e da duração da arritmia. Em casos de FA com instabilidade hemodinâmica, definida por sinais como choque, hipotensão sintomática, isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda ou pré-síncope, a situação é uma emergência médica que exige intervenção imediata. A fisiopatologia da instabilidade hemodinâmica na FA está relacionada à perda da contração atrial e à frequência ventricular rápida e irregular, que comprometem o enchimento ventricular e o débito cardíaco. Nesses cenários, a prioridade absoluta é restaurar o ritmo sinusal o mais rápido possível para estabilizar o paciente. A cardioversão elétrica sincronizada é o tratamento de escolha, sendo mais eficaz e rápida que a cardioversão química. Para residentes, é fundamental internalizar que a instabilidade hemodinâmica na FA é uma indicação para cardioversão elétrica de emergência, sem atrasos para anticoagulação ou tentativas de fármacos. A anticoagulação, embora crucial para prevenir tromboembolismo, é secundária à estabilização do paciente em quadros de instabilidade. A decisão sobre a anticoagulação pré e pós-cardioversão em pacientes estáveis com FA de duração conhecida ou desconhecida segue diretrizes específicas baseadas no risco tromboembólico (ex: escore CHA2DS2-VASc).
A conduta inicial e prioritária é a cardioversão elétrica sincronizada de emergência. Não se deve atrasar o procedimento para iniciar anticoagulação ou tentar cardioversão química, pois a instabilidade hemodinâmica exige reversão rápida da arritmia.
A cardioversão química é geralmente considerada para pacientes com FA estável hemodinamicamente, especialmente em FA de início recente (<48h) ou como tentativa inicial antes da cardioversão elétrica programada, sempre considerando o risco de tromboembolismo e a necessidade de anticoagulação.
Em pacientes com FA <48h e baixo risco tromboembólico (CHA2DS2-VASc=0 para homens, 1 para mulheres), a cardioversão pode ser realizada sem anticoagulação prévia. No entanto, se houver fatores de risco (CHA2DS2-VASc > 1), a anticoagulação com heparina é recomendada antes da cardioversão e mantida por pelo menos 4 semanas após.
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