Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Na abordagem da FA e do flutter atrial de alta resposta ventricular, alguns pontos devem ser definidos para a programação da terapêutica. Sendo ADEQUADO o item:
FA/Flutter com instabilidade hemodinâmica → CVE sincronizada URGENTE.
Em pacientes com fibrilação atrial ou flutter atrial de alta resposta ventricular e sinais de comprometimento hemodinâmico (ex: hipotensão, choque, isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda), a cardioversão elétrica sincronizada de emergência é a conduta formal e prioritária.
A fibrilação atrial (FA) e o flutter atrial são as arritmias sustentadas mais comuns, caracterizadas por atividade elétrica atrial desorganizada ou organizada, respectivamente, resultando em resposta ventricular rápida e irregular. O manejo dessas arritmias é um desafio frequente na prática clínica. A abordagem terapêutica da FA e do flutter atrial de alta resposta ventricular depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em situações de comprometimento hemodinâmico, como hipotensão, choque, isquemia miocárdica aguda ou insuficiência cardíaca aguda, a cardioversão elétrica (CVE) sincronizada de emergência é a indicação formal e prioritária para restaurar o ritmo sinusal rapidamente. A CVE sincronizada é crucial para evitar a aplicação do choque no período vulnerável do ciclo cardíaco, prevenindo a indução de arritmias ventriculares fatais. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a decisão entre controle de ritmo e controle de frequência, bem como a estratégia de anticoagulação, deve ser individualizada, considerando fatores como duração da arritmia, comorbidades e risco de tromboembolismo.
Sinais de comprometimento hemodinâmico incluem hipotensão arterial, choque, alteração aguda do estado mental, dor torácica isquêmica aguda e sinais de insuficiência cardíaca aguda com congestão pulmonar.
A cardioversão elétrica deve ser sincronizada com a onda R do ECG para evitar a aplicação do choque durante o período refratário ventricular (onda T), o que poderia induzir fibrilação ventricular e agravar a condição do paciente.
O controle de ritmo visa restaurar e manter o ritmo sinusal, enquanto o controle de frequência busca apenas reduzir a frequência ventricular para níveis aceitáveis, sem necessariamente reverter a arritmia para ritmo sinusal.
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