Fibrilação Atrial: Diagnóstico, Riscos e Tratamento

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

A Fibrilação Atrial (FA) é uma das arritmias mais comuns em idosos. Nesse sentido, considere as sentenças abaixo: I - A FA pode ocorrer de forma isolada, mas sua presença em idosos não indica, necessariamente, disfunção do nó sinusal. Ademais, o tratamento dependerá do controle da frequência e da anticoagulação para reduzir o risco de eventos tromboembólicos. II - A FA é uma das arritmias supraventriculares com maior risco tromboembólico devido à estase sanguínea no átrio esquerdo, que favorece a formação de trombos, independentemente se for do tipo supraventricular ou ventricular. III - No eletrocardiograma, a FA se caracteriza por intervalos R-R irregulares e ausência de ondas P discerníveis, devido à desorganização da atividade atrial. Assinale a alternativa que indica as sentenças CORRETAS.

Alternativas

  1. A) Apenas I.
  2. B) Apenas I e II.
  3. C) Apenas I e III.
  4. D) Apenas II e III.
  5. E) I, II e III.

Pérola Clínica

FA: R-R irregular, sem onda P, alto risco tromboembólico por estase atrial; tratamento foca em controle de frequência e anticoagulação.

Resumo-Chave

A Fibrilação Atrial é caracterizada por atividade atrial desorganizada, ausência de ondas P e ritmo ventricular irregular. O principal risco é o tromboembolismo devido à estase no átrio esquerdo, necessitando de anticoagulação e controle da frequência cardíaca.

Contexto Educacional

A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, especialmente prevalente em idosos, e representa um desafio significativo na prática clínica devido às suas complicações. Caracteriza-se por uma atividade elétrica atrial caótica e desorganizada, levando à perda da contração atrial efetiva. No eletrocardiograma (ECG), a FA é facilmente reconhecida pela ausência de ondas P discerníveis, substituídas por ondas fibrilatórias (f) irregulares, e por um ritmo ventricular irregularmente irregular (intervalos R-R variáveis). A estase sanguínea resultante da ineficácia da contração atrial, particularmente na auriculeta esquerda, é o principal mecanismo por trás do alto risco tromboembólico da FA, sendo o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico a complicação mais temida. O manejo da FA envolve duas estratégias principais: o controle da frequência cardíaca (com medicamentos como betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio) e, fundamentalmente, a anticoagulação oral para prevenir eventos tromboembólicos, guiada por escores de risco como o CHA2DS2-VASc. A decisão entre controle de frequência e controle de ritmo, bem como a escolha do anticoagulante, deve ser individualizada para cada paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as características eletrocardiográficas da Fibrilação Atrial?

No ECG, a FA é caracterizada por intervalos R-R irregulares, ausência de ondas P discerníveis e presença de ondas f (fibrilatórias) de baixa amplitude e alta frequência, refletindo a atividade atrial caótica.

Por que a Fibrilação Atrial aumenta o risco de AVC?

A FA causa estase sanguínea no átrio esquerdo, especialmente na auriculeta, favorecendo a formação de trombos que podem embolizar para a circulação sistêmica, incluindo o cérebro, causando AVC isquêmico.

Qual a abordagem terapêutica principal para a Fibrilação Atrial?

O tratamento da FA foca no controle da frequência cardíaca (com betabloqueadores ou bloqueadores de canal de cálcio) e, fundamentalmente, na anticoagulação para reduzir o risco de eventos tromboembólicos, guiada por escores como o CHA2DS2-VASc.

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