CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Paciente de 76 anos, sexo masculino, com histórico de HAS e Diabetes Mellitus tipo 2 e Insuficiência Cardíaca com FEVE 35%, apresenta Fibrilação Atrial (FA) persistente. Qual a conduta antitrombótica recomendada para uso ambulatorial, baseada no escore CHA2DS2-VASc?
CHA2DS2-VASc ≥ 2 (homens) ou ≥ 3 (mulheres) → DOAC é preferência.
Em pacientes com FA não valvar e alto risco embólico (CHA2DS2-VASc elevado), os DOACs são preferíveis aos AVK devido à maior segurança e conveniência.
A fibrilação atrial aumenta significativamente o risco de eventos tromboembólicos. A decisão de anticoagular baseia-se no equilíbrio entre o risco de AVC (medido pelo CHA2DS2-VASc) e o risco de sangramento (medido pelo HAS-BLED). Para homens com escore ≥ 2 e mulheres ≥ 3, a anticoagulação é fortemente recomendada. Os DOACs revolucionaram o tratamento por oferecerem eficácia similar ou superior à varfarina com perfil de segurança melhorado.
O escore atribui pontos para: Insuficiência Cardíaca (1), Hipertensão (1), Idade ≥ 75 anos (2), Diabetes (1), AVC/AIT prévio (2), Doença Vascular (1), Idade 65-74 anos (1) e Sexo Feminino (1). É fundamental para estratificar o risco de AVC isquêmico em pacientes com FA.
Os DOACs (Apixabana, Rivaroxabana, Edoxabana, Dabigatrana) são preferíveis na FA não valvar por apresentarem menor risco de sangramento intracraniano, não necessitarem de monitorização de INR e possuírem menos interações medicamentosas e alimentares.
A FA valvar é definida pela presença de estenose mitral moderada a grave ou prótese valvar mecânica. Nesses casos específicos, os DOACs são contraindicados, e a Varfarina (Antagonista da Vitamina K) continua sendo o padrão-ouro para anticoagulação.
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