Fibrilação Atrial: Conduta Inicial e Risco Tromboembólico

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012

Enunciado

Um homem de 55 anos de idade, portador de infecção pelo HIV, diabético do tipo II, hipertenso, em terapia antiretroviral, estável há 6 anos, com contagem de linfócitos CD4 de 980 células/mm (valor de referência < 1.000 células/mm³) e carga viral indetectável (< 25 cópias/mL), apresentou quadro de perda súbita e transitória da consciência, com queda da própria altura e recuperação espontânea. Na semana seguinte ao episódio, procurou o médico clínico que o acompanha; a hipertensão arterial e o diabetes mellitus mantinham-se controlados. O paciente relatou que, desde o episódio mencionado, sente “palpitações” e “pulso acelerado”. O médico observou no exame cardiovascular: frequência cardíaca = 105 bpm; pressão arterial = 140 x 90 mmHg, ritmo cardíaco irregular, achados que não haviam sido até então documentados em 10 anos de seguimento ambulatorial do paciente. O eletrocardiograma realizado naquela ocasião mostra ausência de ondas P e intervalos RR muito irregulares. A conduta imediata mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Monitorizar o paciente por 48 horas, para observar a possibilidade de reversão espontânea da arritmia.
  2. B) Encaminhar o paciente para a emergência cardiológica, para ser submetido à cardioversão elétrica.
  3. C) Solicitar ecocardiograma transesofágico, para avaliar a presença de trombos em átrio esquerdo.
  4. D) Iniciar heparinização plena e warfarina, para minimizar o risco existente de doença tromboembólica.
  5. E) Administrar antiarrítmicos intravenosos, para induzir reversão farmacológica da arritmia.

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