SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Mulher, 56 anos, hipertensa e diabética chegou na emergência referindo palpitação e taquicardia há 3 dias. Refere episódios semelhantes, esporadicamente, que costumam melhorar espontaneamente, porém o episódio atual não melhorou, procurando então a emergência. Chegou com pressão arterial = 120 x 80 mmHg, frequência cardíaca = 140 batimentos por minuto e o eletrocardiograma está abaixo.Conferir figura correspondente com melhor resolução no anexo (FIGURA 2)Qual é a melhor conduta para essa paciente?
FA com FC 140 bpm e PA estável → controle de frequência (metoprolol EV) + anticoagulação.
Em pacientes com fibrilação atrial e resposta ventricular rápida, mas hemodinamicamente estáveis, a prioridade é o controle da frequência cardíaca. Betabloqueadores como o metoprolol EV são a primeira linha. A anticoagulação é fundamental para prevenir eventos tromboembólicos, especialmente em pacientes com fatores de risco como hipertensão e diabetes.
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, com prevalência crescente com a idade e comorbidades como hipertensão e diabetes. É caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular, resultando em resposta ventricular rápida e irregular. Sua importância clínica reside no risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico e insuficiência cardíaca. O diagnóstico é feito pelo eletrocardiograma, que mostra ausência de ondas P organizadas e intervalos RR irregulares. O manejo inicial depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes estáveis, o controle da frequência cardíaca é a prioridade, utilizando betabloqueadores (como metoprolol) ou bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (diltiazem, verapamil) endovenosos. Além do controle de frequência, a anticoagulação é um pilar fundamental no tratamento da FA para prevenir AVCs. A decisão de anticoagular é baseada na estratificação de risco tromboembólico (escore CHA2DS2-VASc). O prognóstico da FA é influenciado pelo controle adequado da frequência, ritmo e, crucialmente, pela prevenção de eventos tromboembólicos através da anticoagulação.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão, choque, isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda ou pré-síncope/síncope, indicando a necessidade de cardioversão elétrica imediata.
A anticoagulação é vital para prevenir a formação de trombos no átrio esquerdo, que podem embolizar e causar acidentes vasculares cerebrais (AVCs), especialmente em pacientes com fatores de risco como hipertensão e diabetes.
O controle de frequência é preferível em pacientes hemodinamicamente estáveis, com sintomas leves ou assintomáticos, e naqueles com FA de longa duração, visando aliviar os sintomas e prevenir taquicardiomiopatia.
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