SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em pacientes com Fibrilação Atrial (FA) submetidos à cardioversão elétrica, é INCORRETO afirmar que:
Cardioversão em FA > 48h exige anticoagulação pré/pós; manutenção depende do CHA2DS2-VASc.
A necessidade de anticoagulação crônica na FA é determinada pelo risco embólico (CHA2DS2-VASc), não apenas pela persistência da arritmia após cardioversão.
A cardioversão na fibrilação atrial (FA) carrega um risco inerente de tromboembolismo sistêmico. O manejo peri-procedimento foca na proteção contra o AVC. Para episódios com mais de 48 horas, a estratégia padrão envolve anticoagulação por 3 semanas antes e 4 semanas depois. O ecocardiograma transesofágico pode abreviar o tempo pré-procedimento ao visualizar diretamente o apêndice atrial esquerdo. Contudo, a decisão de manter a anticoagulação a longo prazo deve ser baseada puramente no perfil de risco clínico do paciente (CHA2DS2-VASc) e não no sucesso da manutenção do ritmo sinusal.
Se a FA durar mais de 48 horas ou tempo desconhecido, são necessárias pelo menos 3 semanas de anticoagulação efetiva ou a realização de ECO transesofágico para excluir trombos.
Devido ao fenômeno de 'atordoamento atrial' (stunning), onde o átrio não recupera a contratilidade imediatamente após o retorno ao ritmo sinusal, mantendo risco de formação de trombos por 4 semanas.
Pacientes com escore CHA2DS2-VASc ≥ 2 em homens ou ≥ 3 em mulheres, independentemente do sucesso da cardioversão ou do padrão da FA (paroxística ou persistente).
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