SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Sobre fibrilação atrial, marque a afirmativa INCORRETA:
FA: arritmia sustentada mais comum, prevalência ↑ com idade, mais comum em caucasianos, ↑ risco IC.
A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais comum na prática clínica, com prevalência que aumenta significativamente com a idade. É mais comum em indivíduos de ascendência europeia (caucasianos) do que em negros, tornando a afirmação "mais comum em negros" incorreta.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum na prática clínica, caracterizada por atividade elétrica atrial caótica e irregular, resultando em contração atrial ineficaz e ritmo ventricular irregularmente irregular. Sua prevalência aumenta dramaticamente com a idade, afetando uma parcela significativa da população idosa e representando um importante problema de saúde pública devido às suas complicações. A epidemiologia da FA mostra que ela é mais comum em indivíduos caucasianos do que em negros, mesmo após ajuste para fatores de risco cardiovasculares. Além disso, a FA está fortemente associada a condições como hipertensão arterial, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca e valvopatias. Em pacientes não tratados, a frequência cardíaca ventricular pode variar amplamente, geralmente entre 120 a 160 batimentos por minuto, devido à condução atrioventricular irregular. A FA é um fator de risco independente para acidente vascular cerebral (AVC) e está associada a um aumento do risco de desenvolver ou agravar a insuficiência cardíaca, principalmente pela taquicardiomiopatia. O manejo da FA envolve controle de ritmo ou frequência, anticoagulação para prevenção de AVC e tratamento dos fatores de risco subjacentes, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade.
A FA é a arritmia sustentada mais comum, afetando cerca de 1-2% da população geral. Sua prevalência aumenta exponencialmente com a idade, sendo rara antes dos 50 anos e atingindo mais de 10% em indivíduos acima de 80 anos.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, hipertensão arterial, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca, valvopatias, diabetes mellitus, obesidade, apneia do sono e consumo excessivo de álcool.
A FA pode levar à insuficiência cardíaca por diversos mecanismos, incluindo taquicardiomiopatia (disfunção ventricular induzida por frequência cardíaca elevada e sustentada), perda da contração atrial e irregularidade do ritmo, que comprometem o enchimento ventricular e a função cardíaca.
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