Fibrilação Atrial: Profilaxia de AVC com Anticoagulantes Orais

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 75 anos, hipertenso e diabético, comparece ao pronto atendimento com queixa de coração acelerado. Refere palpitações ocasionais no último ano. Exame físico: PA = 105 x 60 mmHg, FR = 21 ipm, SpO2 = 94% em ar ambiente; murmúrio vesicular universalmente audível com estertores finos em bases; ritmo cardíaco irregular em 2 tempos. Exames laboratoriais, incluindo função renal, normais. Foi realizado eletrocardiograma, que está ilustrado a seguir.Considerando a história do paciente e seu diagnóstico eletrocardiográfico, assinale a alternativa que apresenta a melhor escolha para profilaxia primária de eventos embólicos.

Alternativas

  1. A) AAS associado ao clopidogrel.
  2. B) Apixabana.
  3. C) Clopidogrel.
  4. D) Varfarina.
  5. E) AAS isoladamente.

Pérola Clínica

FA em idoso com comorbidades → alto risco embólico → DOAC (Apixabana) para profilaxia primária.

Resumo-Chave

Paciente com fibrilação atrial (FA), 75 anos, hipertensão e diabetes apresenta alto risco tromboembólico (CHA2DS2-VASc ≥ 2), indicando a necessidade de anticoagulação oral. Anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a apixabana, são a primeira escolha para profilaxia primária de eventos embólicos, sendo superiores ou não inferiores à varfarina e com menor risco de sangramento.

Contexto Educacional

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, associada a um risco significativamente aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico. A profilaxia desses eventos é um pilar fundamental no manejo da FA, especialmente em pacientes com comorbidades. A decisão de anticoagular é guiada por escores de risco, como o CHA2DS2-VASc, que avalia fatores como idade, hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, AVC prévio, doença vascular e sexo. No caso de um paciente de 75 anos, hipertenso e diabético, o escore CHA2DS2-VASc é elevado, indicando alto risco de AVC e a necessidade de anticoagulação oral. Atualmente, os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como apixabana, rivaroxabana, dabigatrana e edoxabana, são a primeira escolha para a maioria dos pacientes com FA não valvar, devido à sua eficácia comparável ou superior à varfarina, menor risco de sangramento intracraniano e maior conveniência de uso (sem necessidade de monitoramento de INR). A varfarina ainda é uma opção, mas exige monitoramento rigoroso. A terapia antiplaquetária (AAS isolado ou combinado) não é recomendada para profilaxia de AVC na FA, pois é ineficaz para esse fim.

Perguntas Frequentes

Quando está indicada a anticoagulação oral na fibrilação atrial?

A anticoagulação oral é indicada para pacientes com fibrilação atrial e escore CHA2DS2-VASc ≥ 2 (homens) ou ≥ 3 (mulheres), devido ao alto risco de eventos tromboembólicos, como o AVC.

Quais são as vantagens dos anticoagulantes orais diretos (DOACs) em relação à varfarina?

Os DOACs (como apixabana, rivaroxabana, dabigatrana, edoxabana) têm início de ação mais rápido, menor interação medicamentosa e alimentar, e não exigem monitoramento regular do INR, além de menor risco de sangramento intracraniano.

Como o escore CHA2DS2-VASc é utilizado na FA?

O escore CHA2DS2-VASc avalia o risco de AVC em pacientes com FA, atribuindo pontos para insuficiência cardíaca, hipertensão, idade (≥65 e ≥75 anos), diabetes, AVC/AIT/tromboembolismo prévio, doença vascular e sexo feminino. Um escore alto indica necessidade de anticoagulação.

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