Fibrilação Atrial: Diagnóstico no ECG e Sintomas Chave

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 59 anos de idade apresenta palpitações e tontura. O ECG realizado revela uma frequência cardíaca de 160 bpm, com ondas P ausentes e complexos QRS estreitos.Nesse caso, qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Fibrilação atrial.
  2. B) Flutter atrial.
  3. C) Taquicardia ventricular.
  4. D) Bloqueio atrioventricular de 2º grau.

Pérola Clínica

Palpitações + tontura + ECG: FC alta, QRS estreito, ondas P ausentes e ritmo irregular → Fibrilação Atrial.

Resumo-Chave

A fibrilação atrial é uma arritmia supraventricular comum caracterizada por atividade elétrica atrial caótica, resultando em ondas P ausentes e substituição por ondas f (fibrilatórias) no ECG. A condução atrioventricular irregular leva a um ritmo ventricular irregular e, frequentemente, taquicardia com complexos QRS estreitos.

Contexto Educacional

A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, caracterizada por uma atividade elétrica atrial desorganizada e rápida. Sua prevalência aumenta com a idade e com a presença de comorbidades como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes e doenças valvares. A FA é clinicamente importante devido aos sintomas que pode causar (palpitações, tontura, dispneia) e, principalmente, pelo risco aumentado de eventos tromboembólicos, como o acidente vascular cerebral (AVC). No eletrocardiograma (ECG), a FA é diagnosticada pela ausência de ondas P discerníveis, que são substituídas por ondas fibrilatórias (ondas f) de morfologia e amplitude variáveis, e por um ritmo ventricular irregularmente irregular. Os complexos QRS são tipicamente estreitos, a menos que haja um bloqueio de ramo preexistente ou condução aberrante. A frequência ventricular pode ser rápida (taquifibrilação), normal ou lenta. O manejo da FA envolve o controle da frequência cardíaca, o controle do ritmo (se indicado) e, crucialmente, a anticoagulação para prevenir eventos tromboembólicos, baseada em escores de risco como o CHA2DS2-VASc. Residentes devem ser proficientes no reconhecimento da FA no ECG e na avaliação inicial do paciente, incluindo a estratificação de risco para anticoagulação, para garantir um tratamento adequado e prevenir complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do ECG na fibrilação atrial?

O ECG na fibrilação atrial mostra ondas P ausentes, substituídas por ondas fibrilatórias (f), um ritmo ventricular irregularmente irregular e complexos QRS geralmente estreitos.

Quais são os sintomas mais comuns da fibrilação atrial?

Os sintomas mais comuns incluem palpitações, tontura, fadiga, dispneia e dor torácica, embora muitos pacientes possam ser assintomáticos.

Como diferenciar fibrilação atrial de flutter atrial no ECG?

Na fibrilação atrial, as ondas P são ausentes e o ritmo é irregularmente irregular. No flutter atrial, há ondas F em "dente de serra" (especialmente em V1 e DII, DIII, aVF) e o ritmo ventricular pode ser regular ou irregular, mas geralmente com uma proporção fixa de condução AV.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo