CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
As fibras secundárias do cristalino:
Cristalino cresce sempre: fibras secundárias surgem no equador durante toda a vida.
O cristalino é uma estrutura dinâmica; células epiteliais no equador se diferenciam em fibras secundárias continuamente, comprimindo as fibras antigas para o centro.
O cristalino é uma lente biconvexa avascular e desprovida de inervação. Sua estrutura é composta pela cápsula, pelo epitélio subcapsular (apenas na face anterior) e pelas fibras. O crescimento contínuo é uma característica biológica única: como as fibras velhas não são descamadas, elas são empurradas para o centro. Este processo resulta na formação de diferentes camadas ou 'núcleos' (embrionário, fetal, infantil e adulto). O entendimento dessa estratificação é vital para cirurgiões de catarata, pois a dureza do núcleo e a integridade das fibras corticais influenciam a técnica de facoemulsificação e a aspiração de restos corticais.
As fibras secundárias originam-se da zona germinativa do epitélio anterior, localizada próximo ao equador do cristalino. Nessa região, as células epiteliais se alongam, perdem suas organelas e se transformam em fibras que se estendem em direção aos polos anterior e posterior.
As fibras primárias são formadas durante a embriogênese a partir das células da parede posterior da vesícula cristalina, preenchendo o lúmen e formando o núcleo embrionário. Já as fibras secundárias são produzidas a partir do nascimento e durante toda a vida pelo epitélio equatorial.
A produção contínua de fibras secundárias aumenta o volume e a densidade do cristalino. Com o tempo, as fibras centrais tornam-se mais compactadas (esclerose nuclear), o que reduz a elasticidade (presbiopia) e pode levar à opacificação (catarata senil).
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