SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
O encontro de feto papiráceo é mais esperado em qual tipo de gestação dupla?
Feto papiráceo é complicação de gestação gemelar, mais comum em monocoriônica devido a anastomoses vasculares.
O feto papiráceo ocorre quando um dos gêmeos morre intraútero e é reabsorvido ou comprimido pelo gêmeo sobrevivente. É mais frequente em gestações monocoriônicas devido às anastomoses vasculares placentárias, que podem levar a desequilíbrios hemodinâmicos e morte de um dos fetos.
O feto papiráceo é uma complicação rara, mas significativa, de gestações gemelares, caracterizada pela morte intrauterina de um dos fetos, que é subsequentemente comprimido e mumificado pelo crescimento do gêmeo sobrevivente e do útero. Embora possa ocorrer em qualquer gestação múltipla, sua incidência é notavelmente maior em gestações monocoriônicas, onde os fetos compartilham a mesma placenta. A razão para a maior frequência em gestações monocoriônicas reside na presença de anastomoses vasculares entre os dois sistemas circulatórios fetais na placenta compartilhada. A morte de um dos fetos pode levar a um desequilíbrio hemodinâmico agudo, com exsanguinação do gêmeo sobrevivente para o feto morto ou a liberação de substâncias vasoativas e trombos do feto falecido para a circulação do sobrevivente. Isso pode resultar em hipovolemia, isquemia e, em casos graves, morte do gêmeo sobrevivente ou lesões neurológicas permanentes. O diagnóstico de feto papiráceo é geralmente feito por ultrassonografia. O manejo envolve o monitoramento cuidadoso do gêmeo sobrevivente para detectar sinais de sofrimento ou complicações, como restrição de crescimento ou anomalias neurológicas. O prognóstico para o gêmeo sobrevivente depende da idade gestacional em que a morte do co-gêmeo ocorreu e da presença de outras complicações associadas às anastomoses vasculares.
Feto papiráceo é a designação de um feto que morreu intraútero e foi comprimido e mumificado pelo crescimento do gêmeo sobrevivente e do útero. Ele se forma após a morte de um dos fetos em uma gestação gemelar, geralmente no segundo trimestre.
Em gestações monocoriônicas, a presença de anastomoses vasculares na placenta permite a comunicação sanguínea entre os fetos. A morte de um gêmeo pode levar a uma exsanguinação aguda do gêmeo sobrevivente para o feto morto, ou a eventos trombóticos que afetam ambos, aumentando o risco de morte de um e a formação do feto papiráceo.
O gêmeo sobrevivente pode estar em risco de complicações neurológicas, como paralisia cerebral, devido a eventos isquêmicos ou embolia que podem ocorrer após a morte do co-gêmeo. Há também risco de prematuridade e restrição de crescimento intrauterino.
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