PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Na anemia ferropriva, qual dado fornece uma estimativa apurada das reservas corporais de ferro?
Ferritina sérica = melhor indicador das reservas corporais de ferro na anemia ferropriva.
A ferritina sérica é o principal marcador das reservas de ferro do organismo. Níveis baixos de ferritina (<30 ng/mL, ou <15 ng/mL em alguns contextos) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, mesmo antes do desenvolvimento completo da anemia. É o primeiro parâmetro a diminuir na deficiência de ferro.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, caracterizada pela redução da produção de hemoglobina devido à falta de ferro. O ferro é um componente essencial da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio. A deficiência de ferro progride em estágios, começando pela depleção das reservas, seguida pela eritropoiese deficiente em ferro e, finalmente, pela anemia. O diagnóstico da anemia ferropriva baseia-se em uma combinação de achados clínicos e laboratoriais. Entre os exames laboratoriais, a ferritina sérica é o indicador mais acurado das reservas corporais de ferro. Níveis de ferritina abaixo de 30 ng/mL (ou 15 ng/mL em alguns laboratórios) são altamente sugestivos de deficiência de ferro, refletindo a depleção dos estoques. Outros parâmetros importantes incluem o hemograma (anemia microcítica e hipocrômica, com VCM e HCM reduzidos), ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (CTLF) elevada e saturação da transferrina diminuída. É crucial lembrar que a ferritina pode ser um reagente de fase aguda, elevando-se em processos inflamatórios, o que pode mascarar uma deficiência de ferro concomitante. O tratamento envolve a reposição de ferro, geralmente por via oral.
A ferritina sérica é o principal marcador das reservas de ferro do corpo. Níveis baixos de ferritina indicam depleção das reservas de ferro, sendo o primeiro parâmetro a se alterar na deficiência de ferro, mesmo antes do surgimento da anemia.
A ferritina é uma proteína de fase aguda, o que significa que seus níveis podem estar elevados em condições inflamatórias, infecções crônicas, doenças hepáticas e malignidades, mesmo na presença de deficiência de ferro. Nesses casos, outros parâmetros devem ser avaliados em conjunto.
Além da ferritina, são importantes o hemograma completo (com VCM e HCM baixos), ferro sérico baixo, capacidade total de ligação do ferro (CTLF) elevada e saturação da transferrina baixa. A combinação desses exames ajuda a confirmar o diagnóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo