Feridas Crônicas: Fatores que Afetam a Cicatrização

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

As feridas crônicas são lesões que não conse guiram prosseguir com um processo reparador de maneira ordenada e cronológica para produzir a integridade anatômica e funcional por um período de 3 meses. Em relação a este tema, analise as assertivas abaixo.I) As feridas crônicas mais frequentes são as relacionadas a úlceras diabéticas, úlceras crônicas da perna secundárias a insuficiência venosa e úlceras de pressão secundárias a imobilização.II) A infecção da ferida é a causa mais comum de atraso na cicatrização, pois prolonga a fase inflamatória e interfere na epitelização, contração da ferida e deposição do colágeno.III) O tabagismo causa vasoconstricção periférica e uma redução do fluxo sanguíneo na ferida, porém não interfere no tempo de fechamento de feridas cicatrizando por segunda intenção.IV) O diabetes melito prejudica a cicatrização, pois a oclusão de grandes vasos e a microangiopatia de órgãos terminais associados ao diabetes levam a isquemia tecidual e infecção.Estão corretas as assertivas

Alternativas

  1. A) apenas a IV.
  2. B) apenas a I e II.
  3. C) apenas as III e IV.
  4. D) apenas as I, II e IV.
  5. E) todas estão corretas.

Pérola Clínica

Feridas crônicas comuns incluem úlceras diabéticas, venosas e de pressão; infecção, tabagismo e diabetes são fatores que atrasam a cicatrização.

Resumo-Chave

Feridas crônicas são um desafio clínico, com úlceras diabéticas, venosas e de pressão sendo as mais prevalentes. Fatores como infecção, tabagismo (que prejudica a vascularização) e diabetes (pela micro e macroangiopatia) são conhecidos por atrasar significativamente o processo de cicatrização.

Contexto Educacional

Feridas crônicas são definidas como lesões que não progridem através das fases normais de cicatrização em um período de três meses, resultando em um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e um ônus substancial para os sistemas de saúde. As úlceras diabéticas, úlceras venosas de perna e úlceras de pressão são as etiologias mais prevalentes, cada uma com sua fisiopatologia específica que impede a resolução do processo de reparo. Diversos fatores podem atrasar ou impedir a cicatrização de feridas. A infecção é um dos mais críticos, pois prolonga a fase inflamatória, aumenta a carga bacteriana e a produção de citocinas pró-inflamatórias, que degradam a matriz extracelular e inibem a proliferação celular e a epitelização. O tabagismo é outro fator deletério, causando vasoconstrição periférica e reduzindo o fluxo sanguíneo e a oxigenação tecidual, o que compromete a entrega de nutrientes e células essenciais para o reparo. O diabetes mellitus é um fator sistêmico que afeta profundamente a cicatrização. A hiperglicemia crônica leva a microangiopatia e macroangiopatia, resultando em isquemia tecidual. Além disso, a neuropatia diabética (sensorial, motora e autonômica) e a disfunção imunológica aumentam o risco de trauma e infecção, criando um ambiente desfavorável para a cicatrização. O manejo eficaz das feridas crônicas exige uma abordagem multidisciplinar que contemple o controle dos fatores sistêmicos e locais que impedem o reparo.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos mais frequentes de feridas crônicas?

As feridas crônicas mais comuns são as úlceras diabéticas (devido à neuropatia e isquemia), úlceras venosas (por insuficiência venosa crônica) e úlceras de pressão (em pacientes imobilizados), que representam um desafio significativo na prática clínica.

Como a infecção afeta a cicatrização de feridas?

A infecção é uma das principais causas de atraso na cicatrização. Ela prolonga a fase inflamatória, aumenta a produção de metaloproteinases que degradam a matriz extracelular, e interfere na proliferação celular, epitelização e deposição de colágeno, impedindo o fechamento da ferida.

Qual o impacto do tabagismo e diabetes na cicatrização?

O tabagismo causa vasoconstrição periférica e reduz o fluxo sanguíneo, diminuindo a oxigenação e nutrição tecidual, o que retarda a cicatrização. O diabetes, por sua vez, prejudica a cicatrização devido à neuropatia, macro e microangiopatia (levando à isquemia) e imunodeficiência, aumentando o risco de infecção e dificultando o reparo tecidual.

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