HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Um paciente de 35 anos apresenta-se à emergência com um corte profundo na palma da mão após um acidente com uma faca. A ferida está sangrando profusamente. Qual é o primeiro passo no tratamento desta emergência?
Ferida profunda na mão com sangramento → Após hemostasia, exames de imagem para avaliar lesões subjacentes (tendões, nervos, ossos).
Embora a pressão direta seja a primeira medida para controlar o sangramento, a avaliação da extensão da lesão em feridas profundas da mão é crucial. Exames de imagem, como radiografias para fraturas ou corpos estranhos e ultrassonografia para partes moles, guiam o tratamento definitivo e evitam sequelas.
Feridas profundas na palma da mão representam uma emergência comum, com potencial para lesões significativas em estruturas vitais como tendões, nervos e vasos sanguíneos. A epidemiologia dessas lesões é alta devido à exposição da mão a objetos cortantes. O manejo adequado é crucial para preservar a função da mão e prevenir sequelas a longo prazo, sendo um tema frequente em provas de residência. A fisiopatologia envolve a interrupção da integridade tecidual, podendo levar a sangramento profuso e exposição de estruturas profundas. O diagnóstico inicial envolve a avaliação da profundidade da ferida, presença de corpos estranhos e testes de função motora e sensitiva. Exames de imagem, como radiografias para descartar fraturas ou corpos estranhos radiopacos, e ultrassonografia para avaliar tendões e vasos, são fundamentais para planejar o tratamento e são frequentemente cobrados em questões. O tratamento definitivo pode variar desde o fechamento primário simples até a reparação microcirúrgica de tendões, nervos ou vasos. O prognóstico depende da extensão da lesão, do tempo até o tratamento e da reabilitação pós-operatória. Pontos de atenção incluem a profilaxia antitetânica, antibioticoterapia em casos selecionados e o acompanhamento rigoroso para detecção de complicações como infecção ou perda funcional, aspectos importantes para a prática clínica do residente.
Exames de imagem, como radiografias e ultrassonografia, são cruciais para identificar lesões em estruturas profundas como ossos, tendões, nervos e vasos, que podem não ser visíveis externamente. Eles auxiliam no planejamento cirúrgico e na prevenção de complicações.
O primeiro passo é sempre a aplicação de pressão direta para controlar o sangramento. Após a hemostasia, a ferida deve ser limpa, avaliada quanto à profundidade e extensão da lesão, e a profilaxia antitetânica deve ser considerada.
Suspeitar de lesão de tendão se houver perda de movimento ou força em um dedo ou na mão. Lesão nervosa é indicada por alterações de sensibilidade (dormência, formigamento) ou fraqueza muscular distal à lesão, exigindo avaliação especializada.
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