PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Paciente, sexo masculino, 67 anos de idade, está acamado devido a quadro de Alzheimer progressivo. É diabético, hipertenso e ex tabagista. Vinha sendo cuidado em casa pela família e cuidadores, mas foi internado devido a quadro de covid, há 20 dias. A enfermagem sinaliza o aparecimento de lesão ulcerada em nádega direita, com fundo róseo e áreas amareladas; secreção serosa e hiperemia em bordas associada à zona escurecida. Com base no processo de cicatrização de feridas, é correto afirmar:
Ferida crônica = não cicatriza em 3 meses; múltiplos fatores (diabetes, idade, tabagismo, imunossupressão) impactam negativamente a cicatrização.
Feridas crônicas são aquelas que não progridem através das fases normais de cicatrização ou não cicatrizam completamente dentro de um período esperado, geralmente definido como 3 meses. Múltiplos fatores sistêmicos, como diabetes mellitus, hipertensão, tabagismo, idade avançada, imunossupressão e desnutrição, são conhecidos por comprometer significativamente o processo de cicatrização.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico, dividido em fases sobrepostas: inflamatória, proliferativa e de remodelação. Uma ferida é classificada como crônica quando não consegue progredir através dessas fases de forma ordenada e oportuna, ou quando não cicatriza completamente dentro de um período de 3 meses (12 semanas), como corretamente afirmado na questão. Essa definição é crucial para o manejo clínico, pois feridas crônicas requerem abordagens terapêuticas diferenciadas. Diversos fatores sistêmicos e locais podem interferir negativamente nesse processo. No caso do paciente, a idade avançada, o diabetes mellitus (que causa microangiopatia, neuropatia e disfunção imunológica), a hipertensão, o tabagismo (que provoca vasoconstrição e hipóxia tecidual) e a condição de acamado (predispondo a úlceras por pressão) são fatores de risco significativos. A imunossupressão (pela COVID-19 ou outras causas) e o uso de corticoides também comprometem a resposta inflamatória e a síntese de colágeno. A fase inflamatória da cicatrização é caracterizada por vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular (não diminuição), com preponderância inicial de neutrófilos, seguidos por macrófagos, que são essenciais para a limpeza da ferida e liberação de fatores de crescimento. Ao final do processo de cicatrização, a força tênsil máxima atingida pela cicatriz é de aproximadamente 80% do tecido normal, e não 60%, sendo que nunca recupera 100% da força original. O manejo de feridas crônicas exige controle rigoroso das comorbidades, otimização nutricional, desbridamento adequado e curativos específicos.
Uma ferida é considerada crônica quando não cicatriza totalmente ou não demonstra progressão significativa nas fases de cicatrização dentro de um período de 3 meses, ou 12 semanas.
Fatores como diabetes mellitus (pela microangiopatia e neuropatia), hipertensão, tabagismo (pela vasoconstrição e hipóxia), desnutrição, idade avançada, imunossupressão e uso de corticoides são cruciais.
As fases são inflamatória, proliferativa e de remodelação. A fase inflamatória é caracterizada por hemostasia, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e migração de neutrófilos e macrófagos para limpar o leito da ferida.
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