Feocromocitoma: Diagnóstico da Hipertensão Paroxística

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 24 anos procura atendimento hospitalar referindo quadro de cefaleia episódica, sudorese e taquicardia há 3 meses, com piora progressiva. Realizada a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), identificou-se oscilação importante, caracterizando hipertensão paroxística.Definindo-se, como principal hipótese diagnóstica, a hipertensão arterial secundária, foram realizados os seguintes exames.Diante desses resultados, qual é a principal hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Hipertiroidismo.
  2. B) Feocromocitoma.
  3. C) Síndrome carcinoide.
  4. D) Hiperaldosteronismo

Pérola Clínica

Cefaleia + sudorese + taquicardia + hipertensão paroxística = Feocromocitoma até prova em contrário.

Resumo-Chave

A tríade clássica de cefaleia, sudorese e taquicardia, especialmente quando acompanhada de hipertensão paroxística, é altamente sugestiva de feocromocitoma. Este tumor da medula adrenal ou paraganglioma secreta catecolaminas, causando crises adrenérgicas.

Contexto Educacional

O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se origina das células cromafins da medula adrenal ou de gânglios simpáticos (paraganglioma). É uma causa importante de hipertensão arterial secundária, caracterizada pela secreção excessiva de catecolaminas, como adrenalina e noradrenalina. Sua prevalência é baixa, mas o diagnóstico é crucial devido ao risco de crises hipertensivas graves e complicações cardiovasculares. A apresentação clínica clássica envolve a tríade de cefaleia, sudorese e taquicardia, que ocorre em crises paroxísticas. A hipertensão pode ser sustentada ou, mais comumente, paroxística, com grandes flutuações. A suspeita deve ser alta em pacientes jovens com hipertensão, hipertensão de difícil controle, ou na presença desses sintomas adrenérgicos. O diagnóstico bioquímico é feito pela dosagem de metanefrinas plasmáticas livres ou metanefrinas e catecolaminas fracionadas na urina de 24 horas. Uma vez confirmado bioquimicamente, a localização do tumor é realizada por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética de abdome. O tratamento definitivo é cirúrgico, mas exige preparo pré-operatório rigoroso com bloqueio alfa-adrenérgico (ex: fenoxibenzamina ou doxazosina) para controlar a pressão arterial e prevenir crises hipertensivas durante a cirurgia. O bloqueio beta-adrenérgico só deve ser iniciado após o bloqueio alfa adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos do feocromocitoma?

A tríade clássica inclui cefaleia, sudorese profusa e taquicardia/palpitações. Outros sintomas podem ser ansiedade, tremores, palidez e hipertensão paroxística ou sustentada.

Quais exames são utilizados para diagnosticar feocromocitoma?

O diagnóstico laboratorial é feito pela dosagem de metanefrinas plasmáticas livres ou metanefrinas e catecolaminas fracionadas na urina de 24 horas. Após confirmação bioquímica, exames de imagem (TC ou RM de abdome) localizam o tumor.

Como o feocromocitoma causa hipertensão?

O tumor secreta catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) em excesso, que atuam nos receptores alfa e beta-adrenérgicos, causando vasoconstrição, aumento da frequência cardíaca e da contratilidade miocárdica, resultando em elevação da pressão arterial.

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