UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Um paciente, no período pré-operatório, está propenso ao desenvolvimento de hipertensão arterial. Uma causa de hipertensão sistêmica sensível à correção cirúrgica é:
Hipertensão sistêmica curável cirurgicamente → Feocromocitoma, estenose de artéria renal, aldosteronismo primário.
O feocromocitoma é um tumor da medula adrenal que produz catecolaminas em excesso, causando hipertensão arterial paroxística ou sustentada, que é curável com a ressecção cirúrgica do tumor. É uma causa importante de hipertensão secundária e deve ser investigada em casos específicos.
A hipertensão arterial é uma condição crônica comum, mas em uma parcela dos pacientes, ela é secundária a uma causa subjacente, que pode ser potencialmente curável. Identificar essas causas secundárias é crucial, especialmente no período pré-operatório, onde a hipertensão não controlada pode aumentar significativamente os riscos cirúrgicos. O feocromocitoma é uma dessas causas. O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se origina das células cromafins da medula adrenal e secreta catecolaminas (adrenalina, noradrenalina, dopamina). Essa secreção excessiva leva a episódios de hipertensão paroxística ou sustentada, acompanhada de sintomas como palpitações, sudorese e cefaleia. A remoção cirúrgica do tumor é curativa na maioria dos casos. Outras causas de hipertensão secundária curável cirurgicamente incluem a estenose da artéria renal (hipertensão renovascular), o aldosteronismo primário (causado por adenoma adrenal produtor de aldosterona) e a coarctação da aorta. A investigação dessas condições é fundamental em pacientes jovens com hipertensão grave, refratária ao tratamento ou com sintomas sugestivos, para oferecer uma chance de cura e evitar complicações a longo prazo.
As principais causas de hipertensão secundária curável cirurgicamente incluem feocromocitoma, estenose de artéria renal (hipertensão renovascular), aldosteronismo primário (adenoma produtor de aldosterona) e coarctação da aorta.
Além da hipertensão (paroxística ou sustentada), o feocromocitoma pode causar sintomas como palpitações, cefaleia, sudorese excessiva, tremores, ansiedade e palidez, devido à liberação excessiva de catecolaminas.
O diagnóstico de feocromocitoma envolve a dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou urina de 24 horas, seguida por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdome para localizar o tumor.
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