Feocromocitoma: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento Cirúrgico

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Paciente adulto, jovem, com história de hipertensão arterial sustentada de difícil controle, cefaléia, sudorese profusa e palpitação. Realizado metanefrinas livres plasmáticas que se encontraram elevadas e que se confirmaram elevadas (2 vezes o limite superior de normalidade) na dosagem das metanefrinas e catecolaminas na urina de 24 hs, o diagnóstico e conduta são respectivamente:

Alternativas

  1. A) Feocromocitoma e adrenalectomia laparoscópica;
  2. B) Doença de Cushing e timectomia;
  3. C) Doença de Addison e adrenalectomia;
  4. D) Adenoma hipofisário e microcirurgia hipofisária;
  5. E) Ademona de paratireoide e paratireoidectomia.

Pérola Clínica

Hipertensão refratária + tríade (cefaleia, sudorese, palpitação) + metanefrinas ↑ → Feocromocitoma. Conduta: adrenalectomia após preparo.

Resumo-Chave

A tríade clássica de cefaleia, sudorese e palpitações em um paciente com hipertensão de difícil controle é altamente sugestiva de feocromocitoma. A confirmação bioquímica com metanefrinas e catecolaminas elevadas é diagnóstica, e a conduta definitiva é a ressecção cirúrgica do tumor, geralmente por adrenalectomia laparoscópica, após adequado preparo pré-operatório.

Contexto Educacional

O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se origina das células cromafins da medula adrenal e produz catecolaminas (adrenalina, noradrenalina e dopamina). É uma causa importante de hipertensão arterial secundária, muitas vezes de difícil controle e com apresentações paroxísticas. A condição é crucial de ser reconhecida devido ao risco de crises hipertensivas graves, arritmias cardíacas e outras complicações cardiovasculares potencialmente fatais se não tratada. A prevalência é baixa, mas o impacto clínico é significativo. A fisiopatologia envolve a secreção excessiva e intermitente de catecolaminas, que causam vasoconstrição, taquicardia e aumento da contratilidade miocárdica, resultando em hipertensão e sintomas adrenérgicos. Os sintomas clássicos incluem a tríade de cefaleia, sudorese profusa e palpitações, frequentemente acompanhados de ansiedade, tremores e dor torácica ou abdominal. O diagnóstico é bioquímico, com a dosagem de metanefrinas livres plasmáticas ou metanefrinas e catecolaminas fracionadas na urina de 24 horas sendo os testes de escolha. A localização do tumor é feita por exames de imagem como TC ou RM de abdome. O tratamento definitivo é a ressecção cirúrgica do tumor, preferencialmente por adrenalectomia laparoscópica. No entanto, o preparo pré-operatório é fundamental e envolve o bloqueio alfa-adrenérgico (com fenoxibenzamina ou doxazosina) por 10-14 dias antes da cirurgia para controlar a hipertensão e prevenir crises intraoperatórias. Após o bloqueio alfa, pode ser necessário adicionar um bloqueador beta-adrenérgico para controlar a taquicardia. A cirurgia é curativa na maioria dos casos, mas o acompanhamento pós-operatório é importante para monitorar a recorrência e a normalização da pressão arterial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos do feocromocitoma?

A tríade clássica inclui cefaleia, sudorese profusa e palpitações, frequentemente associadas a hipertensão arterial sustentada ou paroxística de difícil controle.

Como é feito o diagnóstico laboratorial do feocromocitoma?

O diagnóstico é confirmado pela dosagem de metanefrinas livres plasmáticas ou metanefrinas e catecolaminas fracionadas na urina de 24 horas, que se encontram elevadas.

Qual o tratamento definitivo para o feocromocitoma?

O tratamento definitivo é a ressecção cirúrgica do tumor, geralmente por adrenalectomia laparoscópica, após um preparo pré-operatório rigoroso com bloqueio alfa-adrenérgico.

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