UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Depois da ligadura da veia adrenal durante a adrenalectomia direita por feocromocitoma, ocorre uma queda brusca da pressão arterial. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a atitude a ser tomada nesse caso.
Hipotensão pós-ligadura da veia adrenal em feocromocitoma → reposição volêmica com solução salina em bólus.
A queda brusca da pressão arterial após a ligadura da veia adrenal em feocromocitoma ocorre devido à retirada súbita do excesso de catecolaminas e à vasodilatação persistente causada pelo bloqueio alfa pré-operatório. A reposição volêmica com solução salina é a medida inicial mais adequada para corrigir a hipovolemia relativa e a vasodilatação.
O feocromocitoma é um tumor raro das células cromafins da medula adrenal que produz e secreta catecolaminas em excesso, resultando em hipertensão paroxística ou sustentada, palpitações, sudorese e cefaleia. A adrenalectomia é o tratamento definitivo. Durante a cirurgia, a manipulação do tumor pode levar a picos hipertensivos, enquanto a ligadura da veia adrenal e a remoção do tumor podem causar uma queda brusca da pressão arterial. A fisiopatologia da hipotensão pós-ligadura da veia adrenal é multifatorial. Primeiramente, há a remoção súbita da fonte de catecolaminas que mantinham a pressão arterial elevada. Em segundo lugar, os pacientes são pré-tratados com bloqueadores alfa-adrenérgicos para controlar a hipertensão e expandir o volume intravascular. No entanto, esse bloqueio causa vasodilatação persistente e uma hipovolemia relativa, que se torna evidente após a remoção do estímulo adrenérgico. A conduta mais apropriada para a hipotensão pós-adrenalectomia é a reposição volêmica agressiva com solução salina em bólus. Isso visa corrigir a hipovolemia relativa e a vasodilatação. Vasopressores como noradrenalina podem ser necessários se a hipotensão persistir após a otimização volêmica, mas nunca devem ser a primeira linha sem volume adequado. A transfusão sanguínea seria indicada apenas em caso de sangramento significativo, o que não é o cenário principal aqui.
A hipotensão ocorre devido à remoção abrupta da fonte de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina) que mantinham a pressão arterial elevada. Além disso, o paciente geralmente está em bloqueio alfa-adrenérgico pré-operatório, o que causa vasodilatação e hipovolemia relativa, exacerbando a queda pressórica.
A conduta inicial mais apropriada é a reposição volêmica agressiva com solução salina em bólus. Isso visa corrigir a hipovolemia relativa e a vasodilatação. Vasopressores podem ser considerados se a hipotensão persistir após a otimização volêmica.
O preparo pré-operatório com bloqueadores alfa-adrenérgicos (como fenoxibenzamina ou doxazosina) é crucial para controlar a hipertensão e prevenir crises hipertensivas durante a manipulação tumoral. Este bloqueio também ajuda a expandir o volume intravascular, minimizando a hipotensão pós-operatória, embora não a elimine completamente.
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