Feocromocitoma e Paraganglioma: Tumores Secretores de Catecolaminas

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024

Enunciado

Tumores neuroendócrinos associados ao tecido simpático:

Alternativas

  1. A) Que têm a potencialidade de secretar catecolaminas são raros e chamados de feocromocitomas (medula adrenal) ou paragangliomas (tecido não adrenal).
  2. B) Que não têm a potencialidade de secretar catecolaminas são raros e chamados de feocromocitomas (medula adrenal) ou paragangliomas (tecido adrenal).
  3. C) Que apresentam a potencialidade de captar catecolaminas são raros e chamados de feocromocitomas (medula adrenal) ou paragangliomas (tecido não adrenal).
  4. D) Exceto os com potencialidade de secretar catecolaminas, são comuns e chamados de feocromocitomas (medula adrenal) ou não paragangliomas (tecido não adrenal).

Pérola Clínica

Feocromocitomas (adrenal) e paragangliomas (extra-adrenal) = tumores neuroendócrinos simpáticos secretores de catecolaminas.

Resumo-Chave

Feocromocitomas e paragangliomas são tumores neuroendócrinos que se originam do sistema nervoso simpático. A principal característica clínica é a secreção excessiva de catecolaminas, levando a hipertensão paroxística, taquicardia e sudorese. Feocromocitomas são na medula adrenal, enquanto paragangliomas são extra-adrenais.

Contexto Educacional

Feocromocitomas e paragangliomas são tumores neuroendócrinos raros que se originam de células cromafins do sistema nervoso simpático. Os feocromocitomas são localizados na medula adrenal, enquanto os paragangliomas são extra-adrenais, podendo surgir em gânglios simpáticos ao longo da cadeia paravertebral, desde a base do crânio até a pelve. A característica mais marcante desses tumores é a sua capacidade de secretar catecolaminas, como noradrenalina, adrenalina e dopamina. A secreção excessiva de catecolaminas é responsável pela maioria das manifestações clínicas, sendo a hipertensão arterial (frequentemente paroxística e de difícil controle) o sintoma mais comum. Outros sintomas incluem palpitações, taquicardia, sudorese profusa, cefaleia, ansiedade e tremores. O diagnóstico é estabelecido pela dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou urina de 24 horas. Após a confirmação bioquímica, exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou cintilografia com MIBG são utilizados para localizar o tumor. O tratamento definitivo é cirúrgico, com a ressecção do tumor. No entanto, é crucial que os pacientes sejam adequadamente preparados com bloqueio alfa-adrenérgico pré-operatório para controlar a hipertensão e prevenir crises hipertensivas durante a cirurgia. O prognóstico é geralmente bom se o tumor for benigno e completamente ressecado, mas a vigilância é necessária devido ao risco de recorrência ou malignidade.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre feocromocitoma e paraganglioma?

Feocromocitomas são tumores neuroendócrinos que se originam da medula adrenal, enquanto paragangliomas se originam de gânglios simpáticos extra-adrenais, localizados em diversas partes do corpo, como pescoço, tórax e abdome.

Quais são os sintomas clássicos da secreção excessiva de catecolaminas por esses tumores?

Os sintomas clássicos incluem hipertensão arterial (frequentemente paroxística), palpitações, taquicardia, sudorese profusa, cefaleia e ansiedade. Estes sintomas são devidos à liberação de noradrenalina e adrenalina.

Como é feito o diagnóstico de feocromocitoma/paraganglioma?

O diagnóstico é feito pela dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou urina de 24 horas, que são metabólitos das catecolaminas. Após a confirmação bioquímica, a localização do tumor é feita por exames de imagem como TC, RM ou cintilografia com MIBG.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo