UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Cada uma das afirmações a seguir relacionadas com o feocromocitoma é verdadeira, EXCETO:
Feocromocitoma: 10% malignos, 15% extra-adrenais, 10% bilaterais; causa hipertensão persistente.
A "regra dos 10s" para feocromocitomas é uma mnemônica útil, mas com algumas modificações. A hipertensão é uma característica marcante e frequentemente persistente, não rara, sendo crucial para a suspeita diagnóstica.
O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se origina das células cromafins da medula adrenal e produz catecolaminas, como adrenalina e noradrenalina. Sua importância clínica reside na capacidade de causar hipertensão grave e potencialmente fatal, se não diagnosticado e tratado. A prevalência é baixa, mas o reconhecimento é crucial para evitar complicações cardiovasculares. A fisiopatologia envolve a secreção excessiva de catecolaminas, que leva a manifestações como hipertensão (persistente ou paroxística), palpitações, sudorese e cefaleia. O diagnóstico é bioquímico, com dosagem de metanefrinas e normetanefrinas plasmáticas ou urinárias, seguido por localização do tumor via exames de imagem. A suspeita deve ser alta em pacientes com hipertensão refratária ou com sintomas clássicos. O tratamento definitivo é cirúrgico, com a remoção do tumor. Antes da cirurgia, é essencial um preparo farmacológico com bloqueio alfa-adrenérgico (ex: fenoxibenzamina) para controlar a hipertensão e prevenir crises hipertensivas intraoperatórias. O prognóstico é bom para tumores benignos ressecados, mas requer acompanhamento devido ao risco de recorrência ou malignidade.
Os principais sintomas incluem hipertensão (paroxística ou persistente), palpitações, cefaleia, sudorese excessiva e ansiedade, devido à liberação de catecolaminas.
A regra dos 10s é uma mnemônica que indica que aproximadamente 10% dos feocromocitomas são malignos, 10% são extra-adrenais (paragangliomas) e 10% dos adrenais são bilaterais.
O diagnóstico é feito pela dosagem de metanefrinas e normetanefrinas fracionadas no plasma ou urina de 24 horas, seguida por exames de imagem como TC ou RM abdominal.
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