UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Nos pacientes com feocromocitoma, o preparo pré-operatório adequado é fundamental para a redução da mortalidade perioperatória. O esquema recomendado é:
Preparo feocromocitoma: iniciar alfa-bloqueador (prazosina) 2 semanas antes; se taquicardia, adicionar beta-bloqueador.
O preparo pré-operatório do feocromocitoma é crucial para prevenir crises hipertensivas e arritmias durante a cirurgia. Inicia-se com bloqueio alfa-adrenérgico (ex: prazosina) para controlar a pressão arterial, seguido de beta-bloqueador se houver taquicardia persistente, sempre após o controle pressórico.
O feocromocitoma é um tumor raro de células cromafins que produz e secreta catecolaminas, resultando em hipertensão arterial paroxística ou sustentada, taquicardia, sudorese e cefaleia. A remoção cirúrgica é o tratamento definitivo, mas o preparo pré-operatório adequado é absolutamente crucial para prevenir complicações perioperatórias graves, como crises hipertensivas e arritmias fatais, devido à liberação maciça de catecolaminas durante a manipulação tumoral. O esquema recomendado de preparo envolve o bloqueio alfa-adrenérgico como primeira linha, geralmente iniciado 10 a 14 dias antes da cirurgia. Medicamentos como a prazosina (alfa-1 seletivo) ou fenoxibenzamina (alfa não seletivo) são utilizados para controlar a hipertensão e permitir a expansão do volume intravascular. É fundamental que a pressão arterial seja controlada antes de qualquer outra intervenção. Após o controle adequado da pressão arterial com o alfa-bloqueador, um beta-bloqueador (como o atenolol ou propranolol) pode ser adicionado para controlar a taquicardia e as arritmias. É um erro grave iniciar o beta-bloqueador antes do alfa-bloqueador, pois isso pode levar a uma vasoconstrição periférica não antagonizada e uma crise hipertensiva severa. O preparo visa garantir a estabilidade hemodinâmica e a segurança do paciente durante todo o procedimento cirúrgico.
O preparo deve sempre iniciar com um bloqueador alfa-adrenérgico (ex: prazosina, fenoxibenzamina) por 10-14 dias para controlar a hipertensão. Somente após o controle da pressão, um beta-bloqueador pode ser adicionado se houver taquicardia.
Iniciar um beta-bloqueador isoladamente pode bloquear os receptores beta-2 vasodilatadores, deixando os receptores alfa-1 vasoconstritores sem oposição, resultando em vasoconstrição periférica grave e crise hipertensiva potencialmente fatal.
O objetivo é normalizar a pressão arterial e a frequência cardíaca, expandir o volume intravascular e prevenir as flutuações hemodinâmicas perioperatórias, como crises hipertensivas e arritmias, que podem ser fatais durante a cirurgia.
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