FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
O controle da pressão arterial com o uso de bloqueadores alfa-andrenérgico é indicado no preparo pré-operatório da seguinte enfermidade:
Feocromocitoma: preparo pré-operatório exige bloqueio alfa-adrenérgico para controle da PA.
O feocromocitoma é um tumor produtor de catecolaminas que causa hipertensão grave e paroxística. No preparo pré-operatório para sua ressecção, o bloqueio alfa-adrenérgico é essencial para controlar a pressão arterial e prevenir crises hipertensivas durante a manipulação tumoral.
O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente benigno, que se origina das células cromafins da medula adrenal e produz catecolaminas (adrenalina, noradrenalina, dopamina). A principal manifestação clínica é a hipertensão arterial, que pode ser paroxística ou sustentada, acompanhada de sintomas como palpitações, sudorese excessiva e cefaleia. O diagnóstico é feito pela dosagem de metanefrinas e catecolaminas no plasma ou urina de 24 horas, seguido por exames de imagem para localização do tumor. O tratamento definitivo do feocromocitoma é a ressecção cirúrgica. No entanto, o preparo pré-operatório é de extrema importância e exige um manejo cuidadoso da pressão arterial para evitar complicações intra e pós-operatórias. A manipulação do tumor durante a cirurgia pode levar à liberação maciça de catecolaminas, resultando em crises hipertensivas graves, arritmias e até morte. A pedra angular do preparo pré-operatório é o bloqueio alfa-adrenérgico, que deve ser iniciado 7 a 14 dias antes da cirurgia. Medicamentos como a fenoxibenzamina (não seletivo e de ação prolongada) ou doxazosina (seletivo alfa-1) são utilizados para bloquear os receptores alfa-adrenérgicos, controlando a vasoconstrição e a hipertensão. É crucial que o bloqueio beta-adrenérgico, se necessário para controlar taquicardia ou arritmias, seja introduzido SOMENTE após o bloqueio alfa-adrenérgico adequado, para evitar a vasoconstrição não oposta que poderia levar a uma crise hipertensiva fatal.
O bloqueio alfa-adrenérgico é crucial para controlar a hipertensão arterial causada pelo excesso de catecolaminas e prevenir crises hipertensivas graves durante a manipulação cirúrgica do tumor, que pode liberar grandes quantidades de catecolaminas.
A sequência correta é iniciar o bloqueio alfa-adrenérgico (ex: fenoxibenzamina, doxazosina) por 7-14 dias, seguido, se necessário, pelo bloqueio beta-adrenérgico (ex: propranolol) apenas após o controle adequado da pressão arterial.
Os principais sintomas são hipertensão paroxística ou sustentada, palpitações, sudorese excessiva, cefaleia e ansiedade, resultantes da liberação intermitente ou contínua de catecolaminas pelo tumor.
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