Feocromocitoma: Diagnóstico e Localização por Imagem

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 38 anos, sem comorbidades prévias conhecidas, é trazido ao pronto-atendimento com queixa de cefaleia holocraniana intensa, palpitações e sudorese profusa de início súbito há 40 minutos. Ao exame físico, apresenta-se ansioso, pálido, com pressão arterial de 210/120 mmHg e frequência cardíaca de 118 bpm. Relata que episódios semelhantes, porém menos intensos, vêm ocorrendo nos últimos meses, muitas vezes desencadeados por estresse emocional ou exercícios físicos. Durante a investigação ambulatorial iniciada na semana anterior, foram coletados os exames apresentados na imagem abaixo. Analise os resultados laboratoriais exibidos e, considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a conduta mais adequada para o seguimento deste paciente.

Alternativas

  1. A) Indicar adrenalectomia videolaparoscópica de urgência devido ao paroxismo hipertensivo.
  2. B) Solicitar dosagem de Aldosterona e Atividade de Renina Plasmática para triagem de causa secundária.
  3. C) Iniciar imediatamente bloqueio beta-adrenérgico com Atenolol para controle da taquicardia.
  4. D) Solicitar Tomografia Computadorizada de abdome e pelve para localização da lesão.

Pérola Clínica

Feocromocitoma: Bioquímica primeiro → Imagem (TC/RM) depois → Bloqueio Alfa antes de Beta.

Resumo-Chave

Diante da suspeita clínica e confirmação laboratorial de feocromocitoma, o próximo passo é a localização anatômica do tumor, geralmente por TC ou RM de abdome e pelve.

Contexto Educacional

O feocromocitoma é um tumor produtor de catecolaminas derivado das células cromafins da medula adrenal. Sua apresentação clínica é marcada por paroxismos de ativação simpática, muitas vezes desencadeados por estresse, exercício ou manipulação tumoral. O diagnóstico segue uma sequência lógica: primeiro, a confirmação do excesso de catecolaminas através da dosagem de metanefrinas plasmáticas ou urinárias. Uma vez confirmado o estado hiperadrenérgico, procede-se à localização anatômica. A TC de abdome e pelve é o exame inicial preferencial pela sua disponibilidade e alta sensibilidade. O tratamento definitivo é a ressecção cirúrgica, mas esta exige um preparo farmacológico rigoroso com alfa-bloqueio inicial para prevenir complicações hemodinâmicas fatais durante a indução anestésica ou manipulação do tumor.

Perguntas Frequentes

Qual a tríade clássica do feocromocitoma?

A tríade clássica consiste em episódios de cefaleia intensa, sudorese profusa e palpitações, geralmente associados a hipertensão arterial grave. Embora a tríade completa esteja presente em menos de 50% dos pacientes, a ausência dos três sintomas torna o diagnóstico de feocromocitoma muito improvável.

Por que a TC de abdome é o exame de escolha após a bioquímica?

Cerca de 95% dos feocromocitomas e paragangliomas estão localizados no abdome e pelve, com a grande maioria originando-se na medula adrenal. A Tomografia Computadorizada (TC) com contraste ou a Ressonância Magnética (RM) possuem alta sensibilidade para detectar essas massas após a confirmação laboratorial do excesso de catecolaminas.

Como deve ser o preparo pré-operatório?

O preparo é fundamental para evitar crises intraoperatórias. Deve-se iniciar o bloqueio alfa-adrenérgico (ex: fenoxibenzamina ou prazosina) por 7 a 14 dias antes da cirurgia. Somente após o bloqueio alfa adequado e controle da pressão é que o betabloqueador pode ser iniciado para tratar taquicardia, nunca o contrário.

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