FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
O feocromocitoma é um tumor raro, geralmente originado nas células cromafins da medula adrenal. Ele secreta catecolaminas e provoca uma série de manifestações clínicas variáveis. Sobre o feocromocitoma, assinale a alternativa correta:
Diagnóstico de Feocromocitoma → Metanefrinas e normetanefrinas (metabolismo intratumoral).
O diagnóstico bioquímico baseia-se na detecção de metabólitos de catecolaminas, que são secretados de forma mais constante que as próprias catecolaminas.
O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino raro, mas de grande importância clínica devido ao risco de crises hipertensivas fatais. Originado nas células cromafins da medula adrenal (ou paragânglios, sendo chamado de paraganglioma), ele se caracteriza pela produção excessiva de catecolaminas. A fisiopatologia diagnóstica reside no fato de que as metanefrinas (metabólitos) são produzidas de forma contínua pelo tumor, tornando-as marcadores mais confiáveis que as catecolaminas, que têm secreção pulsátil. Na avaliação de incidentalomas adrenais, a densidade na tomografia computadorizada (unidades Hounsfield) ajuda na diferenciação: adenomas costumam ter < 10 UH devido ao conteúdo lipídico, enquanto feocromocitomas geralmente apresentam atenuação superior a 20 UH e realce intenso pelo contraste. O tratamento é cirúrgico (adrenalectomia), mas a estabilização hemodinâmica prévia é o passo mais crítico para a segurança do paciente.
Os exames de primeira linha são a dosagem de metanefrinas fracionadas plasmáticas ou urinárias (24h). As metanefrinas têm maior sensibilidade diagnóstica que as catecolaminas, pois são produzidas continuamente dentro do tumor pela enzima catecol-O-metiltransferase (COMT), independentemente da secreção episódica de adrenalina/noradrenalina.
A tríade clássica consiste em cefaleia, sudorese profusa e palpitações, geralmente associadas a paroxismos hipertensivos. Embora altamente sugestiva quando completa, muitos pacientes apresentam apenas componentes isolados ou sintomas inespecíficos, exigindo alto índice de suspeição clínica.
O preparo pré-operatório é obrigatório e envolve o bloqueio alfa-adrenérgico (ex: fenoxibenzamina ou doxazosina) por 7 a 14 dias para controlar a pressão e expandir o volume plasmático. O bloqueio beta-adrenérgico só deve ser iniciado APÓS o bloqueio alfa efetivo, para evitar crise hipertensiva por estimulação alfa sem oposição.
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