UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Qual fenômeno plástico no polo cefálico NÃO é observado durante o mecanismo de parto normal?
Cefalohematoma NÃO é fenômeno plástico normal do parto; bossa serossanguínea e cavalgamento ósseo são esperados.
A bossa serossanguínea e o cavalgamento ósseo são adaptações fisiológicas do crânio fetal à compressão durante o trabalho de parto, permitindo a passagem pelo canal de parto. O cefalohematoma, por outro lado, é uma coleção de sangue subperióstea, uma lesão traumática que não faz parte do mecanismo normal de parto e pode indicar um parto mais difícil ou instrumentado.
Durante o trabalho de parto normal, o polo cefálico fetal sofre adaptações importantes para atravessar o canal de parto. Esses fenômenos plásticos são mecanismos fisiológicos que permitem a moldagem da cabeça fetal. Os principais incluem a bossa serossanguínea, um edema do couro cabeludo causado pela pressão do colo uterino ou da vagina, e o cavalgamento ósseo, que é a sobreposição das placas ósseas do crânio, reduzindo o diâmetro da cabeça. A bossa serossanguínea é um edema difuso que não respeita as linhas de sutura e geralmente desaparece em poucos dias após o nascimento. O cavalgamento ósseo é uma resposta à compressão e é reversível, sem sequelas a longo prazo. A transudação entre a derme e o periósteo dos ossos do crânio fetal é o mecanismo subjacente à formação da bossa serossanguínea, sendo, portanto, um fenômeno esperado. O cefalohematoma, por outro lado, é uma coleção de sangue localizada entre o periósteo e o osso do crânio. Diferente da bossa, ele é delimitado pelas linhas de sutura e não cruza essas fronteiras. O cefalohematoma é resultado de trauma vascular durante o parto, não sendo um fenômeno plástico fisiológico, mas sim uma lesão. Sua presença pode estar associada a partos mais difíceis, uso de instrumentos e pode levar a complicações como icterícia neonatal devido à reabsorção do sangue.
Os fenômenos plásticos fisiológicos incluem a bossa serossanguínea, que é um edema do couro cabeludo que cruza as linhas de sutura, e o cavalgamento ósseo, que é a sobreposição das placas ósseas do crânio fetal, ambos facilitando a passagem pelo canal de parto.
A bossa serossanguínea é um edema subcutâneo difuso que cruza as linhas de sutura e regride rapidamente. O cefalohematoma é uma coleção de sangue subperióstea, restrita pelas linhas de sutura, que pode levar mais tempo para resolver e está associado a maior risco de icterícia.
A presença de um cefalohematoma indica um trauma durante o parto, que pode ser decorrente de um trabalho de parto prolongado, uso de fórceps ou vácuo extrator, ou desproporção céfalo-pélvica, e não é considerado um fenômeno plástico normal.
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