MedEvo Simulado — Prova 2025
Homem, 38 anos, procura atendimento médico devido a episódios recorrentes de palidez e cianose nos dedos das mãos, seguidos de rubor, desencadeados por exposição ao frio ou situações de estresse emocional. Ele relata que a condição se manifesta há cerca de 5 anos, sem progressão ou outros sintomas sistêmicos como artralgia, mialgia, disfagia ou lesões cutâneas. Ao exame físico, não apresenta alterações significativas; pulsos periféricos são presentes e simétricos. Exames laboratoriais revelam FAN negativo, fator reumatoide negativo, VHS e PCR dentro dos limites da normalidade. A capilaroscopia periungueal não demonstra alterações morfológicas. Qual é o diagnóstico mais provável?
Fenômeno de Raynaud primário = ausência de doença de base + exames normais + capilaroscopia normal.
O Fenômeno de Raynaud primário é um diagnóstico de exclusão, caracterizado por episódios trifásicos de alteração de cor nos dedos (palidez, cianose, rubor) desencadeados por frio ou estresse, sem evidência de doença sistêmica subjacente. A normalidade dos exames laboratoriais e da capilaroscopia são cruciais para essa diferenciação.
O Fenômeno de Raynaud é uma condição vasoespástica caracterizada por episódios reversíveis de isquemia digital, classicamente trifásicos (palidez, cianose e rubor), desencadeados por frio ou estresse emocional. É uma queixa comum na prática clínica, sendo crucial para o residente diferenciar a forma primária da secundária, que pode indicar uma doença sistêmica subjacente grave. A prevalência é maior em mulheres jovens. O diagnóstico do Fenômeno de Raynaud primário é de exclusão. Ele se manifesta sem evidência de doença de base, com exames laboratoriais (FAN, VHS, PCR) e capilaroscopia periungueal normais. A ausência de sintomas sistêmicos como artralgia, mialgia, disfagia ou lesões cutâneas, e a não progressão da doença ao longo do tempo, são indicativos importantes. A capilaroscopia periungueal é um exame não invasivo valioso para avaliar a microcirculação e identificar padrões sugestivos de doenças do tecido conjuntivo. O tratamento do Fenômeno de Raynaud primário é conservador, focando em evitar os desencadeantes (frio, estresse, tabagismo) e proteger as extremidades. Em casos mais graves, podem ser utilizados vasodilatadores como bloqueadores dos canais de cálcio. O prognóstico é geralmente bom, sem progressão para lesões tróficas. A vigilância clínica é importante para identificar qualquer sinal de desenvolvimento de uma doença secundária ao longo do tempo.
O diagnóstico de Fenômeno de Raynaud primário é clínico, baseado em episódios trifásicos de palidez, cianose e rubor, sem evidência de doença subjacente. Critérios incluem início geralmente antes dos 30 anos, ausência de necrose digital, úlceras ou gangrena, e exames laboratoriais e capilaroscopia periungueal normais.
A capilaroscopia periungueal é fundamental para diferenciar as formas. No Raynaud primário, a capilaroscopia é normal. No Raynaud secundário, frequentemente associado a doenças do tecido conjuntivo, podem ser observadas alterações como megacapilares, hemorragias, áreas avasculares e desorganização do leito capilar.
O Fenômeno de Raynaud secundário pode ser causado por diversas doenças, incluindo esclerose sistêmica, lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite/polimiosite, síndrome de Sjögren, doença mista do tecido conjuntivo, e outras condições como hipotireoidismo, doenças hematológicas e uso de certos medicamentos.
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