CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009
Jovem com ptose palpebral à esquerda. A alteração mostrada nas fotos ocorre provavelmente por causa:
Ptose que melhora com sucção ou mastigação = Fenômeno de Marcus Gunn (inervação aberrante V → III).
O fenômeno de Marcus Gunn é uma sincinesia congênita onde o nervo trigêmeo (V3) inerva erroneamente o músculo levantador da pálpebra superior.
O fenômeno de Marcus Gunn representa cerca de 5% das ptoses congênitas. É classicamente unilateral e não apresenta tendência à melhora espontânea. O diagnóstico é clínico, observando-se a excursão palpebral durante movimentos mandibulares. É um tema recorrente em provas de residência para diferenciar causas neurogênicas, miogênicas e sincinéticas de ptose palpebral na infância.
É uma forma de ptose congênita sincinética (jaw-winking) onde a pálpebra caída se eleva momentaneamente quando o paciente move a mandíbula, mastiga ou suga. Isso ocorre devido a uma conexão neurológica anômala entre os núcleos do nervo trigêmeo (V par), que controla os músculos da mastigação, e o nervo oculomotor (III par), que controla o levantador da pálpebra.
A causa é uma inervação aberrante congênita. Fibras do ramo mandibular do nervo trigêmeo (que normalmente inervam o músculo pterigoideo lateral) são erroneamente direcionadas para o músculo levantador da pálpebra superior durante o desenvolvimento embrionário.
O tratamento depende da gravidade da ptose e da intensidade do fenômeno de 'winking'. Em casos leves, pode-se observar. Em casos graves com ambliopia ou prejuízo estético importante, o tratamento é cirúrgico, muitas vezes envolvendo a desinserção do tendão do levantador seguida de suspensão frontal para eliminar o movimento sincinético.
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