CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Considere as afirmações abaixo: I. Na síndrome de Marcus Gunn observa-se blefaroptose unilateral quando o paciente executa movimento de abertura da boca. II. Nessa inervação aberrante congênita, ocorre cruzamento de conexões nervosas entre ramos do nervo oculomotor e facial.
Marcus Gunn = Ptose que ELEVA (não permanece) com a abertura da boca (sincinesia CN V3 → CN III).
O fenômeno de Marcus Gunn é uma sincinesia congênita entre o nervo trigêmio (V3) e o nervo oculomotor (III), onde a pálpebra ptótica retrai ao mover a mandíbula.
O fenômeno de Marcus Gunn (ou jaw-winking phenomenon) representa cerca de 5% das ptoses congênitas. A fisiopatologia reside em um erro de direcionamento axonal durante o desenvolvimento embrionário, resultando em fibras do nervo trigêmio atingindo o músculo elevador da pálpebra. Clinicamente, observa-se que a pálpebra ptótica 'pisca' ou sobe quando o bebê mama ou quando o adulto move a mandíbula para o lado oposto à ptose. É fundamental diferenciar esta condição de outras ptoses congênitas simples, pois a técnica cirúrgica difere significativamente devido à sincinesia motora presente.
É uma condição congênita caracterizada por ptose palpebral unilateral que apresenta uma retração súbita (elevação) quando o paciente move a mandíbula, abre a boca ou mastiga. É a forma mais comum de ptose sincinética.
Envolve uma conexão aberrante entre o ramo mandibular do nervo trigêmio (CN V3), que inerva os músculos da mastigação (pterigoide lateral), e a divisão superior do nervo oculomotor (CN III), que inerva o músculo elevador da pálpebra superior.
O tratamento é cirúrgico e indicado quando a ptose ou a excursão palpebral (winking) são esteticamente inaceitáveis ou causam ambliopia. Frequentemente envolve a desinserção do músculo elevador seguida de suspensão ao frontal bilateral.
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