UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Mulher, 42 anos, com diagnóstico de hanseníase, apresenta lesões ulceradas em membros inferiores. Biopsia das lesões: necrose isquêmica de epiderme e derme superficial, proliferação endotelial e trombose de vasos profundos da derme. A complicação descrita e a forma de hanseníase associada são respectivamente:
Fenômeno de Lúcio = Hanseníase Lepromatosa + lesões ulceradas necróticas + vasculite trombótica.
O Fenômeno de Lúcio é uma complicação rara e grave da hanseníase lepromatosa não tratada ou tratada inadequadamente, caracterizada por lesões cutâneas necróticas e ulceradas, predominantemente em membros inferiores. A biópsia revela vasculite trombótica com proliferação endotelial, levando à necrose isquêmica.
O Fenômeno de Lúcio é uma das reações hansênicas mais graves e raras, ocorrendo quase exclusivamente em pacientes com hanseníase lepromatosa não tratada ou com tratamento inadequado. É uma manifestação de vasculite necrosante que leva à necrose isquêmica da pele, resultando em lesões ulceradas e dolorosas, predominantemente em membros inferiores. A fisiopatologia envolve uma resposta imunológica complexa, com deposição de imunocomplexos e ativação do sistema complemento, levando à inflamação e trombose dos vasos sanguíneos da derme. A biópsia das lesões é crucial para o diagnóstico, revelando necrose isquêmica da epiderme e derme superficial, proliferação endotelial e trombose de vasos profundos da derme, achados patognomônicos do Fenômeno de Lúcio. O manejo é desafiador e requer o início ou a continuidade da politerapia para hanseníase, associada a corticosteroides em doses elevadas para controlar a reação inflamatória e prevenir a progressão da necrose. O cuidado local das úlceras é fundamental para evitar infecções secundárias e promover a cicatrização. A identificação precoce e o tratamento agressivo são essenciais para reduzir a morbidade e mortalidade associadas a essa complicação.
O Fenômeno de Lúcio manifesta-se com lesões cutâneas eritematosas que evoluem rapidamente para bolhas, púrpuras e úlceras necróticas, principalmente em membros inferiores. Pode haver febre e mal-estar geral, e as lesões são dolorosas.
É uma reação imunológica complexa tipo III e IV, associada à hanseníase lepromatosa. Caracteriza-se por vasculite necrosante com proliferação endotelial e trombose de pequenos e médios vasos da derme, levando à isquemia e necrose tecidual.
O tratamento envolve a politerapia para hanseníase, se ainda não iniciada, e corticosteroides em altas doses para controlar a reação inflamatória. Cuidados locais com as úlceras são essenciais, e em casos graves, pode ser necessário uso de talidomida ou agentes imunossupressores.
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