Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Um menino de três anos de idade deu entrada no pronto-socorro infantil com quadro de crise convulsiva tônico-clônica generalizada. A mãe relatou que o paciente é epiléptico e faz uso de ácido valproico. O paciente foi levado para sala de emergência, onde lhe foi ofertado oxigênio em máscara não reinalante e conseguido um acesso venoso periférico rapidamente, ficando o paciente monitorizado.Suponha que, no caso clínico apresentado, após medidas iniciais, o quadro de convulsão do paciente tivesse se mantido e, então, tivesse se optado pela fenitoína endovenosa. Em relação ao uso da fenitoína nessa hipótese, assinale a alternativa correta.
Fenitoína IV: NÃO em bólus (risco cardiovascular), diluir APENAS em SF 0,9% (precipita em SG).
A fenitoína endovenosa é uma opção para o tratamento do estado de mal epiléptico refratário. Sua administração deve ser lenta (infusão, não bólus) para evitar efeitos adversos cardiovasculares como hipotensão e arritmias. Além disso, a fenitoína deve ser diluída apenas em soro fisiológico 0,9%, pois precipita em soluções glicosadas.
A fenitoína é um anticonvulsivante de uso comum, especialmente em situações de emergência como o estado de mal epiléptico. Embora eficaz, sua administração intravenosa requer atenção a detalhes cruciais para garantir a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. É fundamental que residentes e profissionais de saúde dominem as particularidades de seu uso. A administração da fenitoína IV deve ser feita de forma lenta, em infusão contínua, e nunca em bólus rápido. A velocidade máxima recomendada é de 50 mg/min em adultos e 1-3 mg/kg/min em crianças. A infusão rápida pode levar a efeitos adversos cardiovasculares graves, como hipotensão, bradicardia e arritmias, devido ao seu veículo (propilenoglicol) e ao próprio fármaco. Outro ponto crítico é a diluição: a fenitoína deve ser diluída exclusivamente em soro fisiológico 0,9%. A diluição em soro glicosado (SG 5%) é contraindicada, pois a fenitoína precipita em soluções glicosadas, tornando-a ineficaz e podendo causar flebite ou outras complicações no local da injeção. O monitoramento cardíaco e da pressão arterial é essencial durante a infusão.
A fenitoína endovenosa deve ser administrada lentamente, a uma taxa máxima de 50 mg/min em adultos e 1-3 mg/kg/min em crianças, para minimizar o risco de hipotensão e arritmias cardíacas.
A fenitoína é instável em soluções ácidas e precipita em soro glicosado. Por isso, deve ser diluída apenas em soro fisiológico 0,9% e administrada preferencialmente em acesso venoso calibroso e exclusivo.
Os principais efeitos adversos da fenitoína IV incluem hipotensão, bradicardia, arritmias cardíacas (especialmente com infusão rápida), depressão respiratória, nistagmo, ataxia e reações no local da injeção (síndrome da luva roxa).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo