SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
Acerca das complicações da gestação, julgue o item subsequente. Nos casos de gestantes epilépticas que usam simultaneamente fenitoína e ácido fólico, recomenda-se a redução da dosagem de folato devido ao fato de o ácido fólico aumentar os níveis plasmáticos do anticonvulsivante.
Fenitoína ↓ níveis de folato; gestantes epilépticas precisam de ↑ ácido fólico.
A fenitoína, um anticonvulsivante, é conhecida por reduzir os níveis séricos de ácido fólico devido à sua interferência no metabolismo do folato. Portanto, gestantes epilépticas em uso de fenitoína necessitam de doses MAIORES de ácido fólico para prevenir defeitos do tubo neural, e não a redução da dosagem.
A epilepsia na gestação é um desafio clínico que exige um manejo cuidadoso para equilibrar o controle das crises maternas e a segurança fetal. A fenitoína é um anticonvulsivante amplamente utilizado, mas sua farmacocinética e interações medicamentosas são cruciais durante a gravidez. É sabido que a fenitoína, assim como outros anticonvulsivantes, pode induzir enzimas hepáticas que aceleram o metabolismo do folato, levando à sua deficiência. A deficiência de ácido fólico é um fator de risco bem estabelecido para defeitos do tubo neural (DTN) no feto. Portanto, ao contrário do que a questão sugere, gestantes epilépticas em uso de fenitoína necessitam de doses elevadas de ácido fólico (geralmente 4-5 mg/dia) para mitigar esse risco, idealmente iniciando a suplementação antes da concepção e mantendo-a durante o primeiro trimestre. A monitorização dos níveis séricos de folato pode ser considerada. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam essa interação medicamentosa para fornecer o aconselhamento e a suplementação adequados. A falha em suplementar corretamente o ácido fólico pode ter consequências graves para o desenvolvimento fetal. O manejo da gestante epiléptica deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, obstetras e, se possível, especialistas em medicina fetal.
A fenitoína interfere no metabolismo do folato, reduzindo seus níveis séricos. A suplementação aumentada de ácido fólico é crucial para prevenir defeitos do tubo neural no feto, um risco elevado nestas pacientes.
Geralmente, recomenda-se uma dose de 4 a 5 mg/dia de ácido fólico para gestantes em uso de anticonvulsivantes como a fenitoína, iniciando antes da concepção e mantendo durante o primeiro trimestre.
A deficiência de ácido fólico na gestação está associada a um risco aumentado de defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia, além de outros desfechos adversos como aborto espontâneo e parto prematuro.
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