CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre o colírio de fenilefrina 10%, é correto afirmar:
Fenilefrina 10% = Midríase sem cicloplegia + Retração palpebral + ↓ PIO leve.
A fenilefrina atua exclusivamente em receptores alfa-1, promovendo contração do músculo dilatador da pupila e do músculo de Müller, além de reduzir levemente a PIO por vasoconstrição.
A fenilefrina é um agente simpaticomimético sintético. Na prática oftalmológica, é utilizada principalmente para midríase diagnóstica, muitas vezes em combinação com a tropicamida para potencializar a dilatação pupilar (sinergismo entre bloqueio parassimpático e estímulo simpático). Diferente da atropina ou ciclopentolato, ela não causa paralisia do músculo ciliar, permitindo que o paciente mantenha a capacidade de acomodação. Seu uso deve ser cauteloso em idosos e crianças devido aos efeitos sistêmicos adrenérgicos.
A fenilefrina, como um agonista alfa-1 adrenérgico, causa vasoconstrição dos vasos ciliares e pode reduzir a produção de humor aquoso. Embora não seja uma droga de primeira linha para tratamento de glaucoma, em olhos normais, observa-se frequentemente uma redução transitória e leve da PIO após sua instilação.
Ela aumenta a fenda palpebral. Isso ocorre porque a fenilefrina estimula o músculo de Müller (músculo tarsal superior), que possui inervação simpática e receptores alfa-adrenérgicos, provocando sua contração e consequente retração palpebral.
É contraindicada em pacientes com glaucoma de ângulo estreito (pelo risco de fechamento angular devido à midríase), pacientes com hipertensão arterial grave, aneurismas ou doenças cardiovasculares instáveis, devido ao risco de absorção sistêmica e crise hipertensiva.
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