Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Há décadas, os cirurgiões buscam reduzir as complicações da parede abdominal após laparotomias de urgência. Em relação à síntese cirúrgica, ainda existe grande discussão na literatura acerca do fechamento da parede abdominal. No entanto, atualmente, a sutura da parede mais aceita é:
Fechamento abdominal: Sutura contínua da aponeurose com fio monofilamentar de absorção lenta (PDS) e técnica small bites.
A técnica de fechamento da parede abdominal com sutura contínua da aponeurose, utilizando fio monofilamentar de absorção lenta (como a polidioxanona - PDS) e a técnica de small bites (pequenas mordidas), é a mais aceita atualmente. Essa abordagem visa reduzir a incidência de hérnias incisionais e outras complicações, distribuindo a tensão de forma mais uniforme e minimizando o trauma tecidual.
O fechamento da parede abdominal após laparotomias, especialmente em situações de urgência, é um procedimento crítico que visa restaurar a integridade da parede e prevenir complicações como hérnias incisionais, deiscências e infecções. A escolha da técnica de sutura e do material é objeto de extensa pesquisa e debate na literatura cirúrgica. Atualmente, a técnica mais aceita e recomendada é a sutura contínua da aponeurose, utilizando um fio monofilamentar de absorção lenta, como a polidioxanona (PDS). Essa escolha se baseia na menor reatividade tecidual dos fios monofilamentares e no suporte prolongado que os fios de absorção lenta oferecem durante a fase de cicatrização. A técnica de "small bites" (pequenas mordidas, com cerca de 5-8 mm de distância da borda da incisão e entre os pontos) é preferida, pois distribui a tensão de forma mais homogênea, reduzindo a isquemia tecidual e a incidência de hérnias incisionais. Para residentes, é fundamental dominar essa técnica, pois a correta síntese da parede abdominal impacta diretamente no prognóstico do paciente e na prevenção de morbidades a longo prazo. A relação ideal entre o comprimento do fio utilizado e o comprimento da incisão da pele deve ser de pelo menos 4:1, garantindo que a sutura não esteja excessivamente tensa e permitindo uma cicatrização adequada.
A técnica "small bites" (pequenas mordidas) distribui a tensão de forma mais uniforme ao longo da incisão, reduzindo o risco de isquemia tecidual, infecção e, consequentemente, a incidência de hérnias incisionais.
O fio monofilamentar de absorção lenta (ex: polidioxanona - PDS) oferece suporte prolongado à cicatrização da aponeurose, minimiza a reação inflamatória e o risco de infecção, sendo superior a fios multifilamentares ou de rápida absorção.
A relação ideal entre o comprimento do fio e o comprimento da incisão da pele deve ser de pelo menos 4:1. Uma relação menor (<4:1) está associada a maior risco de hérnia incisional, pois indica que a sutura foi realizada com muita tensão.
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