Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Em um paciente cirrótico submetido à laparotomia exploradora, o fechamento da ferida operatória será melhor se feito com:
Cirrótico → fechamento ferida operatória com sutura contínua e fio de seda para melhor cicatrização e menor deiscência.
Em pacientes cirróticos, a cicatrização é comprometida devido à desnutrição, ascite e coagulopatia. A sutura contínua com fio de seda, um material não absorvível, oferece maior resistência e menor risco de deiscência da ferida operatória, sendo a técnica preferencial.
Pacientes cirróticos representam um desafio significativo no perioperatório devido à sua fisiologia comprometida. A doença hepática avançada afeta múltiplos sistemas, resultando em desnutrição, coagulopatias, ascite e imunodeficiência, todos fatores que impactam negativamente a cicatrização de feridas e aumentam o risco de complicações pós-operatórias, como deiscência e infecção do sítio cirúrgico. A escolha da técnica de sutura e do material é crucial para otimizar os resultados. A sutura contínua, em comparação com a interrompida, distribui a tensão de forma mais homogênea ao longo da incisão, minimizando pontos de estresse e isquemia. O fio de seda, sendo um material não absorvível, oferece suporte mecânico prolongado à ferida, o que é fundamental em pacientes com cicatrização lenta e deficiente. Outros fios não absorvíveis, como o polipropileno, também podem ser considerados, mas a seda é uma opção tradicionalmente utilizada. A compreensão desses princípios é vital para residentes e cirurgiões, pois a otimização da técnica de fechamento da ferida pode reduzir significativamente a morbidade pós-operatória em uma população já fragilizada. Além da técnica, o manejo da ascite (se presente) e a otimização do estado nutricional e da coagulação são medidas importantes para melhorar o prognóstico da cicatrização.
A principal preocupação é a cicatrização deficiente devido à desnutrição, coagulopatia e ascite, que aumentam o risco de deiscência e infecção da ferida operatória.
O fio de seda é um material não absorvível que oferece maior resistência e suporte prolongado à ferida, crucial para pacientes com cicatrização comprometida como os cirróticos.
A sutura contínua distribui a tensão de forma mais uniforme ao longo da ferida, reduzindo pontos de estresse e o risco de isquemia tecidual, o que é benéfico em pacientes com cicatrização comprometida.
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