UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
J.V.C. 15 anos, admitido em enfermaria para elucidação de febre iniciada há 21 dias. Esta ocorre diariamente, em vários momentos do dia, oscilando entre 39-40 ⁰. A lém da febre, apresenta-se com rash cutâneo e diarreia. Possui condições sanitárias precárias. Entre os resultados dos exames admissionais, há crescimento de bactéria gram negativa na hemocultura. Com base nesses dados, a melhor hipótese diagnóstica e o tratamento pertinente são, respectivamente,
Febre prolongada + rash + diarreia + condições sanitárias precárias + gram negativa na hemocultura → Febre Tifoide, tratar com Ceftriaxona.
A febre tifoide, causada por Salmonella enterica sorotipo Typhi, manifesta-se com febre prolongada, sintomas gastrointestinais (diarreia ou constipação), rash cutâneo (roséola tifoide) e é comum em áreas com saneamento precário. O diagnóstico é confirmado por hemocultura e o tratamento de escolha é com ceftriaxona.
A febre tifoide é uma doença infecciosa sistêmica grave causada pela bactéria Salmonella enterica sorotipo Typhi, transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de indivíduos infectados. É endêmica em regiões com saneamento básico deficiente e é uma causa importante de morbimortalidade, especialmente em crianças e adolescentes. A apresentação clínica clássica inclui febre alta e prolongada, que pode ser acompanhada de cefaleia, mal-estar, dor abdominal, diarreia ou constipação, e, em alguns casos, um rash cutâneo (roséola tifoide). O diagnóstico da febre tifoide é primariamente laboratorial, com a hemocultura sendo o método mais sensível para isolar a bactéria, especialmente nas primeiras semanas da doença. Outras culturas, como de medula óssea ou fezes, também podem ser úteis. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com febre prolongada e histórico de exposição a condições sanitárias precárias. O tratamento é feito com antibióticos, sendo a ceftriaxona uma das opções de primeira linha, especialmente em áreas com resistência a outras drogas. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações graves, como perfuração intestinal, hemorragia e encefalopatia. A prevenção envolve melhorias no saneamento, acesso à água potável e vacinação em áreas de alto risco. Para residentes, é essencial reconhecer o quadro clínico, solicitar os exames corretos e iniciar a terapia antimicrobiana apropriada para evitar a progressão da doença.
A febre tifoide geralmente se manifesta com febre alta e prolongada, cefaleia, mal-estar, dor abdominal, diarreia ou constipação, e pode apresentar um rash maculopapular transitório conhecido como roséola tifoide.
O diagnóstico definitivo da febre tifoide é realizado através do isolamento de Salmonella enterica sorotipo Typhi em culturas de sangue (hemocultura), medula óssea ou fezes. A hemocultura é mais sensível na primeira semana de doença.
O tratamento de primeira linha para febre tifoide, especialmente em casos moderados a graves ou com suspeita de resistência, inclui antibióticos como ceftriaxona, azitromicina ou fluoroquinolonas (se não houver resistência). A escolha depende do perfil de sensibilidade local.
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