AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Sobre a febre tifoide, assinale a opção CORRETA.
Febre tifoide: Hemocultura > positividade nas 2 primeiras semanas; Mielocultura > sensibilidade geral.
A hemocultura é o padrão-ouro para o diagnóstico de febre tifoide, apresentando maior positividade nas duas primeiras semanas da doença, quando a bacteremia é mais pronunciada. A mielocultura, embora mais invasiva, possui a maior sensibilidade global, sendo útil em casos de hemoculturas negativas ou uso prévio de antibióticos.
A febre tifoide é uma doença sistêmica causada pela bactéria Salmonella enterica serovar Typhi, transmitida por água e alimentos contaminados. É endêmica em muitas partes do mundo em desenvolvimento e representa um desafio diagnóstico devido à sua apresentação clínica inespecífica, que pode mimetizar outras doenças febris. O diagnóstico laboratorial é fundamental. A hemocultura é considerada o padrão-ouro e apresenta a maior positividade durante as duas primeiras semanas da doença, quando a bacteremia é mais intensa. Após esse período, a sensibilidade da hemocultura diminui. A mielocultura (cultura de medula óssea), embora mais invasiva, é o teste com maior sensibilidade geral (cerca de 80-90%) e permanece positiva mesmo após o início do tratamento com antibióticos, sendo útil em casos de hemoculturas negativas ou uso prévio de antimicrobianos. A coprocultura torna-se mais positiva a partir da terceira semana da doença, sendo importante para o diagnóstico em fases mais tardias e para a identificação de portadores crônicos. A reação de Widal, um teste sorológico que detecta anticorpos anti-O e anti-H, tem limitações significativas devido à sua baixa sensibilidade e especificidade, especialmente em áreas endêmicas ou em indivíduos previamente vacinados, não oferecendo boa padronização e podendo levar a falsos positivos e negativos. Portanto, não é o método diagnóstico de escolha.
A cultura de amostras biológicas é o padrão-ouro para o diagnóstico de febre tifoide. A hemocultura é mais sensível nas primeiras duas semanas, enquanto a mielocultura (cultura de medula óssea) tem a maior sensibilidade geral ao longo da doença.
A coprocultura é mais útil a partir da terceira semana da doença, quando a bactéria começa a ser excretada nas fezes. É também importante para identificar portadores crônicos.
A reação de Widal, que detecta anticorpos contra antígenos O e H da Salmonella Typhi, possui baixa sensibilidade e especificidade. Seus resultados podem ser falsos positivos devido a vacinação prévia, infecções cruzadas ou reações anamnésticas, limitando sua utilidade diagnóstica.
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