HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Qual dos seguintes pacientes apresentando febre sem sinais localizatórios poderia ir para casa para acompanhamento diário mesmo sem realização de hemograma?
Febre sem sinais localizatórios em lactente >3 meses, bom estado geral e vacinação completa → baixo risco, acompanhamento ambulatorial.
A avaliação de febre sem sinais localizatórios em crianças foca na idade e no estado geral. Lactentes jovens (<3 meses) e crianças com sinais de toxicidade ou comorbidades são de alto risco e requerem investigação completa, incluindo exames laboratoriais. Crianças mais velhas, bem-aparentadas e com vacinação em dia, geralmente podem ser acompanhadas ambulatorialmente.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é uma queixa comum em pediatria, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. É definida como febre em que, após anamnese e exame físico detalhados, não se identifica a causa. A principal preocupação é descartar infecções bacterianas graves (IBG), como sepse, meningite, pneumonia ou infecção do trato urinário, que podem ter apresentações atípicas em crianças, especialmente em lactentes jovens. A abordagem da FSSL é estratificada por idade. Lactentes menores de 3 meses são considerados de alto risco devido à imaturidade imunológica e à dificuldade em localizar o foco infeccioso, exigindo investigação mais agressiva, incluindo exames laboratoriais e, muitas vezes, internação. Para crianças entre 3 e 36 meses, a avaliação de risco é baseada em critérios clínicos (Escala de Rochester, Critérios de Boston, etc.) e laboratoriais, buscando identificar aquelas que podem ser manejadas ambulatorialmente. O tratamento da FSSL depende da estratificação de risco. Crianças de alto risco requerem internação e antibioticoterapia empírica de amplo espectro após coleta de culturas. Crianças de baixo risco, como o lactente de 19 meses da questão, podem ser acompanhadas ambulatorialmente com antipiréticos e reavaliação em 24 horas, desde que os pais sejam orientados sobre sinais de alarme. A vacinação completa é um fator protetor importante, reduzindo o risco de infecções bacterianas invasivas.
Crianças de baixo risco geralmente têm mais de 3 meses, bom estado geral, sem comorbidades, vacinação completa e exames laboratoriais (se realizados) normais, indicando menor probabilidade de infecção bacteriana grave.
Lactentes menores de 3 meses têm um sistema imunológico imaturo e maior risco de infecções bacterianas graves, muitas vezes sem manifestações clínicas claras, exigindo investigação mais agressiva e, frequentemente, internação.
É seguro quando a criança é de baixo risco, ou seja, mais velha (>3-6 meses), bem-aparentada, sem comorbidades, com vacinação em dia e com acesso a acompanhamento diário e reavaliação em 24 horas.
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