HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Sobre a febre sem sinais localizatórios é incorreto dizer:
FSSL: Maioria das crianças tem doença benigna. IBG é minoria, mas grave e exige investigação agressiva em RN/lactentes jovens.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é comum em crianças <36 meses. Embora a maioria dos casos seja de doenças autolimitadas, uma pequena porcentagem pode ter infecção bacteriana grave (IBG). A avaliação e conduta dependem da idade e do estado toxêmico do paciente, com maior agressividade em neonatos e lactentes jovens.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é uma condição comum em crianças de 0 a 36 meses, definida pela ausência de uma fonte clara de infecção após uma avaliação clínica minuciosa. Representa um desafio diagnóstico, pois, embora a maioria dos casos seja benigna, uma pequena parcela pode ocultar uma infecção bacteriana grave (IBG) com alto risco de morbimortalidade. A abordagem da FSSL é estratificada por idade e estado toxêmico. Recém-nascidos (0-29 dias) e lactentes jovens (1-3 meses) de alto risco, ou qualquer criança toxemiada, exigem uma investigação completa (hemograma, culturas de sangue e urina, punção lombar, radiografia de tórax) e antibioticoterapia empírica imediata, devido à maior probabilidade de IBG e à apresentação atípica. É incorreto afirmar que a maioria das crianças com FSSL tem uma IBG; na verdade, a grande maioria apresenta doenças virais autolimitadas. No entanto, a identificação precoce e o tratamento adequado das IBG são cruciais. A estratificação de risco, baseada em critérios clínicos e laboratoriais, guia a decisão sobre a necessidade de exames complementares e antibioticoterapia.
FSSL é a febre em crianças de 0 a 36 meses, sem causa aparente após história clínica e exame físico detalhados, com duração inferior a 7 dias, representando um desafio diagnóstico.
Para RNs com FSSL, a conduta é sempre agressiva: hemograma, hemocultura, urina 1, urocultura, punção lombar para líquor, radiografia de tórax e início imediato de antibioticoterapia empírica, devido ao alto risco de IBG.
Não, a grande maioria das crianças com FSSL tem uma doença aguda autolimitada, geralmente viral. A infecção bacteriana grave ocorre em uma pequena porcentagem, mas é crucial identificá-la devido ao risco de morbimortalidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo