Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Em relação a Febre sem sinais localizatórios em crianças de 0 a 36 meses de idade assinale a alternativa INCORRETA:
FSSL com toxemia em >3 meses → exige investigação e conduta ativa, não apenas observação ambulatorial.
A presença de toxemia em qualquer idade, especialmente em crianças pequenas com febre sem sinais localizatórios, é um sinal de alerta para infecção bacteriana grave. Nesses casos, a conduta deve ser agressiva, com internação, exames laboratoriais completos e antibioticoterapia empírica, independentemente da idade acima de 3 meses.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) em crianças de 0 a 36 meses é um desafio diagnóstico e terapêutico comum na pediatria, pois pode ser um sinal de infecção bacteriana grave oculta. A avaliação inicial deve considerar a idade, o estado geral da criança (presença de toxemia) e a intensidade da febre, pois esses fatores guiam a propedêutica e a conduta. Em lactentes menores de 1 mês, qualquer febre é considerada grave até prova em contrário, exigindo internação e investigação completa. Para crianças entre 1 e 3 meses, os critérios de Rochester são ferramentas importantes para estratificar o risco de infecção bacteriana grave em pacientes sem toxemia. Crianças tóxicas, independentemente da idade, demandam internação, exames laboratoriais e antibioticoterapia empírica imediata. A conduta para FSSL varia significativamente com a idade e o estado clínico. Enquanto crianças maiores de 3 meses sem toxemia podem ser acompanhadas ambulatorialmente com retorno em 24-48h, a presença de toxemia ou critérios de alto risco exige uma abordagem mais agressiva, incluindo exames laboratoriais (hemograma, PCR, culturas) e antibioticoterapia empírica (ex: ceftriaxona) para cobrir os principais patógenos causadores de infecção invasiva.
Na avaliação de febre sem sinais localizatórios em crianças, os principais fatores são a idade do paciente (especialmente < 3 meses), a presença ou ausência de toxemia, a intensidade da febre e a aplicação de critérios de risco como os de Rochester, que auxiliam na identificação de infecção bacteriana grave.
Os critérios de Rochester são utilizados em crianças com idade entre 1 e 3 meses com febre sem sinais localizatórios e bom estado geral (não tóxicas). Eles ajudam a estratificar o risco de infecção bacteriana grave e a decidir entre manejo ambulatorial com observação ou investigação mais invasiva.
Uma criança de 4 meses com febre sem sinais localizatórios e toxemia deve ser internada para investigação completa, incluindo hemograma, PCR, hemocultura, urocultura e, dependendo do quadro, punção lombar. A antibioticoterapia empírica de amplo espectro, como ceftriaxona, deve ser iniciada imediatamente.
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