HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Sobre a febre sem sinais localizatórios é incorreto dizer:
FSSL <36m: maioria viral autolimitada; IBG é minoria, mas grave.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é um desafio diagnóstico em pediatria, especialmente em <36 meses. Embora a maioria dos casos seja de etiologia viral e autolimitada, a preocupação reside na pequena parcela de pacientes com infecção bacteriana grave (IBG), que exige investigação e tratamento agressivos para evitar morbimortalidade.
A febre sem sinais localizatórios (FSSL) é uma das queixas mais comuns em prontos-socorros pediátricos, especialmente em crianças de 0 a 36 meses. Representa um desafio diagnóstico significativo, pois, embora a grande maioria dos casos seja de etiologia viral e autolimitada, uma pequena porcentagem pode estar relacionada a infecções bacterianas graves (IBG), como meningite, sepse, pneumonia ou infecção do trato urinário, que exigem intervenção imediata. A epidemiologia mostra que a prevalência de IBG em FSSL varia com a idade, sendo maior em neonatos e lactentes jovens. A avaliação da FSSL envolve uma história clínica detalhada e um exame físico minucioso para identificar qualquer foco infeccioso. A decisão sobre a extensão da investigação laboratorial e a necessidade de antibioticoterapia empírica é guiada por protocolos que consideram a idade do paciente, o estado geral (toxemia) e a presença de fatores de risco. Neonatos e lactentes jovens de alto risco, independentemente da intensidade da febre, geralmente necessitam de exames como hemograma, hemocultura, urina 1, urocultura, punção lombar e radiografia de tórax, além de início de antibioticoterapia empírica. O tratamento da FSSL é individualizado e depende da estratificação de risco. Em crianças de baixo risco, especialmente as mais velhas (>3 meses) e com bom estado geral, pode-se optar por observação e acompanhamento ambulatorial. Para pacientes toxemiados ou de alto risco, a internação hospitalar, a investigação completa e a antibioticoterapia empírica de amplo espectro são mandatórias até a exclusão de IBG. O prognóstico é geralmente bom para a maioria dos casos virais, mas a identificação e o manejo precoce das IBG são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade.
É definida como febre em crianças de 0 a 36 meses, com duração inferior a 7 dias, sem causa aparente após história clínica e exame físico detalhados.
A principal preocupação é a exclusão de infecção bacteriana grave (IBG), que, embora menos comum, pode ter consequências devastadoras se não for diagnosticada e tratada precocemente.
A idade é um fator crucial, com neonatos (<29 dias) e lactentes jovens de alto risco (1-3 meses) exigindo investigação mais agressiva, incluindo punção lombar e antibioticoterapia empírica, devido ao maior risco de IBG.
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